Até aqui me ajudou o Senhor!

“Então tomou Samuel uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Samuel 7.12).

 Estava ainda em lua de mel. Havia casado com uma das filhas do pastor Silva, a primogênita… Amanhã estava linda e o sol não estava tão abrasador, aliás, havia chovido uns dias antes e a temperatura baixou um pouco. O campo de futebol da Escola de Formação de Sargentos da Marinha estava repleto de novos sargentos, era a formatura da turma 1/1982. Ali estava eu, no primeiro pelotão, o Tamandaré. Toque vai, toque vem, e a cerimônia estava encerrada. Minha esposa havia trocado a minha divisa de cabo pela de terceiro-sargento… Cabe ressaltar que desde que houvera desembarcado do navio Escola que sentia o desejo de não mais pisar num navio. Sabia que essa decisão seria impossível e não dependeria de mim, mas da própria Força que eu servia. Mesmo assim, tinha dobrado os meus joelhos pelas madrugadas e pedido insistentemente a Deus para não me deixar embarcar. Na minha oração tinha dito ao Senhor que havia trabalhado muito como solteiro e citei os países que havia pregado e ministrado a Palavra de Deus e, como casado gostaria de cuidar da família e da obra, porquanto, se fosse da vontade dEle, queria fazer isso em terra, sem jamais pisar os pés em um navio… A formatura havia terminado… Já sabia que minha próxima comissão seria a Esquadra e sabia perfeitamente que chegando ali iria ser designado para um de seus navios… Conduzi minha esposa e toda comitiva que viera me prestigiar para o local das iguarias, fome e sede tinha atracado ao nosso contrabordo. Enquanto conversávamos nos aproximou o Diretor de Ensino, que minutos atrás havia presidido a cerimônia de formação. Ele virou-se para a minha esposa e disse: – é seu esposo? – ela disse sim. – e esta, é quem? – eu lhe respondi, é minha sogra senhor Almirante. – então, ele dirigindo-se para minha esposa disse: você se casou com uma pessoa muito boa e trabalhadora. Esse marinheiro é exemplar e a Marinha se orgulha de homens assim. – virando-se para mim, me parabenizou e perguntou-me? – vai servir a onde? Eu, imediatamente lhe respondi: o rádio (a mensagem) está me designando para a Esquadra. Então ele disse: – a Esquadra é um ótimo lugar, ali você vai aprender muita coisa e desenvolver bem a sua profissão. Depois concluiu: você quer ir para a Esquadra? – senhor Almirante, eu gostaria de ficar aqui na Escola de Telegrafia. Venho de duas viagens de ouro seguidas e meus planos é ficar em terra e dar a minha esposa uma maior tranquilidade, pois sou recém-casado. Ele virou-se para o seu Assistente, um capitão-de-Corveta e mandou que tomasse o meu nome e número de corpo e passasse uma mensagem alterando a minha designação da Esquadra para a Diretoria de Ensino. E assim o Assistente o fez. Só descobri o nome do Almirante porque fui correr atrás. Nunca tinha servido com ele, e nem havia tido contato nenhum com aquela autoridade. Na minha análise ele me confundiu com algum marinheiro que serviu com ele. Porém, no campo espiritual, tinha certeza que se tratava da mão de Deus agindo em meu favor. É o Senhor quem põem as pessoas em nosso caminho. Depois do evento passado é que fui lembrar-me da oração que havia feito a Deus, semanas a trás, para não embarcar. Cinco dias depois voltei à Escola para desembarcar. Ali tomei conhecimento que não iria mais para a Esquadra, mas seria efetivado na Diretoria de Ensino. Motivo que me fez dá muita glórias a Deus, ali mesmo onde estava… Na Diretoria de Ensino soube que iria servir no Colégio Naval, em Angra dos Reis. Fiquei ali sentado na sala de espera. Passaram-se uns quarenta minutos e o Ordenança do Almirante me viu ali e me perguntou: – o que o senhor está fazendo ai sargento? – Eu lhe respondi: fui mandado para o Colégio Naval, e o Almirante me disse que eu iria para a Escola de Telegrafia. E agora? O cabo fuzileiro naval saiu da minha presença e rumou para a sala do Assistente. Poucos minutos depois, este passou em frente a sala onde estava e “soltou os bichos” em cima do Escrevente-chefe. – você quer encerrar a minha carreira sargento Bartolomeu! Esse sargento é cochado do Almirante, e o chefe falou que ele irá para a Escola de Telegrafista, então mande-o para o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) e lá eles se viram… Um vez na ilha me dirigi ao setor de pessoal e ali fiquei esperando que me chamassem para perguntar alguma coisa. Várias vez passou por mim o chefe do departamento, e todas as vezes eu o cumprimentei, até que em um dado momento ele me perguntou: – eu não vi nenhuma mensagem a seu respeito, você está vindo para o CIAW. – não comandante, o Almirante disse que iria para a Escola de Telegrafista na Av. Brasil. Primeiramente, estava designado para a Esquadra, então o Almirante mandou alterar minha movimentação e me disse que iria para aquela escola. – foi ai que ele chamou o seu ajudante, e a coisa ficou feia lá dentro da sala. Minutos depois o capitão-tenente saiu e me disse, pega a próxima lancha e vai direto para a Escola de Telegrafia… Tão logo terminou o evento me dirigi a sala do Sargenteante Geral e ao olhar a mensagem vi que a Diretoria do Pessoal Militar da Marinha estava querendo saber do CIAW onde eu estava lotado, porquanto eles não fizeram meu registro e nem mandaram a mensagem sobre minha movimentação. Sai dali muito feliz e dizendo: Ebenezer, até aqui me ajudou o Senhor!

 Esse relato é comovente e edificante. Caso o amigo e irmão deseje ler todo ele na íntegra e saber como foi os detalhes da vitória, e como foi que Deus agiu para me ajudar é só adquirir o livro Avistei o Farol. Entre em contato comigo pelos telefones (61) 9551-9827 (claro) ou (61) 8195-1942 (TIM) e ainda (61) 3242-4456, email orcelio.orcelio@gmail.com e farei o possível para que o livro chegue as suas mãos, uma vez que você não o encontrará, ainda, nas principais livrarias nacionais.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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