“Eu sozinho não posso levar a todo este povo, porque pesado é para mim. (…) Mata-me, eu te peço… ” (Nm 11.14,15).

Em muitas igrejas evangélicas, há irmãos que não aceitam e não creem que uma pessoa salva por Cristo, em plena comunhão com Ele e com a igreja, possa entrar em estado de depressão. O texto acima nos mostra que o homem mais manso da terra (Nm 12.3) entrou em estado depressivo, ao ponto de o Senhor ter que interferir urgentemente, colocando à disposição de Moisés setenta anciãos para ajudá-lo a conduzir o povo pelo deserto. A depressão nada mais é do que uma tristeza profunda, melancólica, seguida de abatimento doentio. Ela pode ser causada por um forte abatimento moral ou físico, talvez movida por uma decepção acentuada ou por um transtorno psiquiátrico ou neurótico. A depressão pode ter uma causa endógena, ou seja, um distúrbio sem causa definida, cuja origem é interior, ocasionada por fatores internos, geralmente, relacionados à deficiência de neurotransmissores cerebrais. Pode, também, ter origem reativa ou situacional. Neste caso, ela se originou mediante fatos do cotidiano estressante ou por causa de perdas de pessoas (falecimento de familiares, cônjuge…), de bens ou de conquistas (emprego, função…). Um amigo médico, ao analisar a complexidade do assunto, disse: “Embora a característica mais típica dos estados depressivos seja a proeminência dos sentimentos de tristeza ou vazio, nem todos os pacientes relatam a sensação subjetiva de tristeza. Muitos referem como sintoma principal a perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades em geral. Frequentemente associa-se à sensação de fadiga ou perda de energia, caracterizada pela queixa de cansaço exagerado”. Entre os muitos sintomas da depressão, podemos apontar alguns bem explícitos nas declarações de Moisés: “… não achei graça a teus olhos…” (v. 11) {sentimento de culpa e inutilidade}; “… por que fizeste mal a teu servo?…” (v. 11) {redução da autoestima e da auto-confiança}; “… não me deixes ver o meu mal” (v. 15) {pessimismo em relação ao futuro}; “… mata-me, eu te peço…” (v. 15 {ideias ou atos auto-lesivos ou suicídio}. Outros sintomas não aqui encontrados são: perturbação do sono, apetite diminuído, libido (desejo sexual) diminuído, redução da capacidade de concentração e atenção. Davi passou por momentos de depressão. Vemos isso ao lermos o salmo 42. Elias, outro instrumento de Deus, teve também sua fase. É só conferir em I Reis 19. Existem depressões que são causadas por influência maligna e estas são detectadas, muitas vezes, nos gabinetes por ocasião do aconselhamento pastoral. Queridos leitores, não existe doença, seja ela qual for, que não possa ser curada por Deus. O Médico dos médicos, Jesus Cristo, é um grande especialista em cura de depressão (Is 53.4) também. É necessário que aqueles que se acham nessa situação deprimente procurem aconselhamento com seu pastor e procurem, desde já, observar os passos terapêuticos: a) auto perdão (At 3.19); b) confiar mais em Deus (Sl 125.1); c) entregar inteiramente o seu caminho ao Senhor Jesus (Sl 37.5) e d) procurar urgentemente o pastor da igreja e, se possível, um psicólogo ou um médico especialista. O salmista diz: “Em paz também me deitarei, porque, só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança” (Sl 4.8).

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