“Combati bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7).

A expressão “caiu de paraquedas” é muito comum ser utilizada para expressar a ascensão profissional de alguém, ou mesmo a posse em um cargo, relativamente cobiçado, sem que houvesse esforço por parte de quem o assume. Muitos crentes têm isso como uma bênção de Deus, e quem é que vai duvidar? O apóstolo Paulo, desde o princípio de sua conversão, sabia perfeitamente que, para alcançar a “coroa da justiça”, ele precisaria amar a vinda do Senhor Jesus Cristo (2 Tm 4.8) e, para alcançar a “coroa da vida”, ele teria que, todos os seus dias, amar de coração o Salvador Jesus (Tg 1.12). Esta coroa, também, é reservada aos que forem fiéis até a morte e não negarem o nome de Jesus Cristo (Ap 2.10). Vale a pena lutar, combater o bom combate, passar bem pelas lutas e provações e alcançar com esforço os degraus da vida, jamais caindo de paraquedas em qualquer que seja as circunstâncias. Paulo foi um discípulo temente e sempre procurou fazer a obra de Deus diligentemente. Ele apascentou o rebanho de Deus voluntariamente, sempre de ânimo pronto e procurou de maneira sábia ser um exemplo para a igreja de modo que lhe foi reservada uma outra coroa, a “incorruptível coroa de glória” (1 Pe 5.2-4; 1 Co 9.25). Paulo, em suas conquistas, alcançou graça da parte de Cristo… falando de seus sofrimentos Paulo certa vez disse: “São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendência de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? (falo como fora de mim). Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez” (2 Co 11.22-27)… Paulo combateu o bom combate e, na unção do Espírito Santo, pregou e ensinou o evangelho, sendo, assim, fiel ao ”ide” de Jesus. Ele curou vidas, ressuscitou e libertou almas necessitadas, evangelizou pobres e ricos, governadores e imperador, falou aos mais ilustres e sábios de sua nação e, mesmo com a influência de Barnabé, não conquistou nada sem esforço próprio. Não “caiu de paraquedas” na Bíblia nem no centro das atividades evangelísticas. Ele não escolheu seus escritos para fazerem parte do cânon sagrado, todavia, Deus o honrou e o colocou em destaque, porque Paulo foi, sem dúvida, um grande seguidor do Senhor Jesus Cristo. É comum a outorga de títulos ministeriais hoje em dia. Muitos são chamados de pastores, bispos e até mesmo apóstolos sem que, para isso, tenham batalhado pela boa causa. Não pagaram o preço devido, mas alcançaram as benesses caindo de paraquedas.

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