“E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia. Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e tendo já deitado o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela proa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair” (At 27.29-32).

Há situação em nossa vida que, a vontade que dá, é a de abandonar o navio, ou seja, fugir da responsabilidade, e, deixar que o curso natural das coisas se concretize por si só, não mais com a nossa participação ou ajuda. Fazendo uma rápida análise da passagem em lide, percebe-se que os marinheiros, ao pressentirem o perigo e o provável sinistro do navio em que navegavam, o qual iria chocar-se com as rochas e encalhar ou ser destruído, provocando a morte de muitos, inclusive deles próprios, trataram logo de abandonar o barco deixando os demais companheiros de singradura. Porém, o apóstolo Paulo, que até então observava os fatos de longe, bradou em alta voz: “Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos”. Com aquelas palavras, os dois fugitivos cortaram os cabos que seguravam o pequeno bote e o deixaram cair na água, obedecendo à orientação do apóstolo. Uma das lições aprendidas nesse texto é que o cristão não é senhor de suas próprias vontades, pois há alguém a quem ele necessita se reportar, a quem ele deve escutar e se dirigir. Pode ser o pastor, alguém mais experiente ou o Senhor Jesus, que é a pessoa mais habilitada para tudo. O que não pode é o cristão tomar uma decisão precipitada, principalmente, quando a situação é adversa, quando lhe falta a força, quando é dominado pelo desânimo ou quando estiver atravessando algum tipo de problema de relacionamento conjugal, familiar, espiritual ou social. Os marinheiros acharam que não havia solução para eles e decidiram pular fora, abandonar a embarcação, ou seja, deixar de lutar. O homem e a mulher de Deus que amam a salvação, jamais abandona o barco da adversidade, da luta, da provação, mas, convicto do poder de Cristo em sua vida, enfrenta com galhardia toda e qualquer tempestade que lhe sobrevier. Tal como esses marinheiros, existem muitos. Estão em perigo e acham que o caminho mais curto é simplesmente cair fora. A Bíblia diz que ”por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hb 6.18,19). “E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras…”. Os marinheiros lançaram quatro âncoras. Na vida cristã, também temos quatro âncoras: a esperança, a fé, o amor e a salvação. Quando lançamos essas âncoras, nosso barco não naufraga, passamos da morte para vida e nos sentimos seguros e jamais sofreremos naufrágio da fé.

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