“Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma” (Salmos 142.4).

Deus, o eterno e glorioso Pai de todos nós, um dia, fez a seguinte pergunta a um jovem mancebo chamado Caim: “Onde está o teu irmão?” E ele imediatamente respondeu ao Senhor com indelicadeza e falta de consideração e amor para aquele que um dia daria Seu único Filho para morrer por todos nós na cruz do calvário: “porventura sou eu guardador de meu irmão?”. Deus sabia perfeitamente que Caim houvera matado a seu irmão Abel, pois o clamor inocente subia até Deus. Ali naquelas terras próximas ao Jardim do Éden, lugar de ternura e paz, onde foram criados Adão e Eva, jazia inerte o jovem Abel que morreu por causa do ciúme doentio de seu irmão Caim, o primeiro homicida registrado na Bíblia Sagrada. Quantas vezes, em nossos templos sentimos falta de nosso irmão ou irmã que não comparece ao culto, à Escola Bíblica Dominical e, no entanto, não fazemos a pergunta a nós mesmos: Onde está o meu irmão, a minha irmã? Se fizéssemos essa pergunta sempre, a nossa consciência doeria e nos acusaria que aquela pessoa que amamos estaria ausente e talvez em dificuldades materiais ou espirituais ou em estado de morte espiritual, desanimada e às vezes em estado de profunda tristeza, e, então, movido pelo amor divino, certamente, iríamos buscá-lo de maneira gentil e graciosa. Onde está o teu irmão. Saiba que Jesus Cristo morreu por todos nós. O alimento que eu e você comemos hoje no culto serviria para ele também, mas ele deixou de se alimentar da porção que Deus preparou para todos nós. Por que nosso irmão e nossa irmã não vieram ao culto? Precisamos investir mais no amor, na dedicação e afeto aos nossos irmãos faltosos. Você saberia dizer onde está o teu irmão, a tua irmã?