“E, a quem perdoardes alguma coisa, também eu, porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado por amor de vós o fiz na presença de Cristo, para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Co 2.10).

“Há coisas em nossas vidas que não se podem perdoar!”- disse uma jovem crente ao seu pastor, por ocasião do aconselhamento pastoral. O reverendo, ao ouvi-la atentamente lhe respondeu: “Se realmente há coisas que não se podem perdoar, então, há pecados que o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, não pode jamais apagar”. Ora, o sacrifício de Cristo foi um ato único, pensado, planejado e aceito por Deus Pai. O sangue de Cristo é a razão de estarmos vivos e firmes à espera do noivo, Jesus. O sangue de Cristo tem poder para purificar todo e qualquer pecado do homem. Assim, não existe pecado que o sangue de Cristo não possa apagar. Todavia, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o único pecado para o qual não há perdão (“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” –  Mc 3.29). Quando a pessoa ofendida libera o perdão e a pessoa ofensora reconhece o seu erro, ambas passam a desfrutar das bênçãos de Deus retidas por falta de perdão. Duas são as causas que têm impedido as pessoas de serem felizes, de terem comunhão entre si e com Deus: a falta da liberação do perdão e a falta de se pedir perdão. O perdão é uma lei espiritual e talvez a mais importante para se viver feliz em todo o conjunto de ordenanças e mandamentos contidos nas escrituras sagradas. Não aprisione a sua felicidade e a de seu próximo! Libere o perdão imediatamente. Não é vergonhoso pedir perdão. Vergonhoso é deixar de ser feliz quando conhecemos o caminho da felicidade e não optamos por ele. O perdão ensinado por Cristo, às vezes, vem associado a outras bênçãos de ordem material ou espiritual. E é esse fato que faz o perdão valioso e importante para restaurar a felicidade, pois ele coloca o homem em plena comunhão com seu semelhante e em plena sintonia com o Espírito Santo. Fruto dessa associação, a Bíblia registra inúmeras situações: O paralítico de Betesda que obteve a cura e a libertação quando recebeu de Cristo o perdão para os seus pecados (Jo 5.7-14); o patriarca Jacó, quando perdoou seu irmão Esaú, passou a ter uma vida mais tranquila e feliz, tornando-se uma pessoa muito rica e próspera materialmente falando, além de ter o seu nome trocado para Israel, após uma luta com o anjo no Vale de Jaboque (Gn 32.26-32; 33.4); o ladrão da cruz que, além de ser perdoado, obteve a salvação imediata e o livramento da perdição eterna (Lc 23.43); Zaqueu, o publicano, sentiu um alívio no seu coração, uma paz de espírito após receber de Cristo o perdão e as promessas messiânicas feitas a Abraão em Cristo Jesus (Lc 19.8-10); o perdão do pai ao filho pródigo que, depois de perder todos os seus haveres, foi reconduzido ao seio da família e com todos os direitos e privilégios de filho. A Bíblia ainda registra inúmeros casos de pessoas que foram perdoadas e, por isso, grandiosas bênçãos lhes foram conferidas, porém, não vou aqui relatar. Apenas quero deixar claro que o apóstolo Paulo, na passagem em lide, perdoou ao irmão faltoso e levou a igreja a perdoar a ele também ainda que, depois, ele cumpriu uma rigorosa punição por parte dos anciãos da igreja de Corinto. Sabedor de todas essas maravilhas provenientes do perdão, te pergunto: Você ainda resiste a não perdoar ao seu próximo? Mesmo sendo você o ofendido, procure o ofensor, reconcilie-se com ele e passe a desfrutar da felicidade completa! Quem não perdoa não é feliz e não sabe amar!

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