“Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.” (Provérbios 26.20)

As epistolas paulinas, os salmos, e os demais livros da Bíblia trazem muitas passagens capazes de mudar, em instantes, o estado de um homem, de triste para alegre, de desanimado para avivado, disposto, etc. Porém, é muito triste quando lemos os relatos paulinos sobre a negligência de alguns para com a obra de Deus, o retroceder de outros em relação às funções ministeriais. É comovente quando lemos sobre as admoestações de Paulo aos irmãos em diversas igrejas espalhadas pela Grécia, Europa e Oriente Médio, para que não abandonem a fé cristã, que não sofram naufrágio na fé como alguns que se desviaram do caminho da verdade. Dói no âmago do coração quando contemplamos uma vida que, nos primeiros anos de experiência com Cristo, foi por Este, tremendamente, usado, por Deus, abundante na fé, cheio da unção e do poder de Deus, porém, com o passar dos anos, por não obedecer às recomendações preconizadas na Palavra de Deus, e por ter se embaraçado com os negócios dessa vida, acabou enveredando por um caminho tortuoso, perigoso, chegando até a disputar alfarrobas com os porcos, à semelhança do moço exemplificado por Cristo no capítulo quinze do Evangelho de Lucas, a parábola do filho pródigo. É muito desagradável, para todos nós cristãos, que lutamos bravamente e, com dificuldades para nos mantermos de pé, presenciarmos um de nossos ensinadores, pregadores, companheiros de púlpito ou guerreiro de oração, prostrado à beira do caminho, na sarjeta, comendo das migalhas que caem da mesa do inimigo de nossas almas, sem força, sem esperança, sem a graça salvadora, moribundo e desprovido dos dons e talentos que tanto foram úteis no principio da sua carreira cristã. E, mais triste ainda é vê-lo sem visão espiritual e capaz de abandonar até mesmo o amor de sua esposa e filhos, não percebendo que o teatro que Satanás armou, o principal ator é ele próprio, que trocou a Cristo, único Salvador Perfeito. Corta a alma quando presenciamos o desvanecimento espiritual de alguns vasos que outrora foram tão amigos do Espírito Santo, e, muitas vezes, “em línguas estranhas” entregaram mensagens edificantes e proféticas para o fortalecimento da fé de muitos salvos em Cristo. Às vezes, no profundo da alma eles até exclamam: sinto saudades de quando eu era como uma frágua, e quando me conduzia e orientava minha família a permanecer na presença de Deus. Esta expressão “sinto saudades de quando eu era como uma frágua”, quer dizer o seguinte: “eu sinto saudades de quando eu era como uma brasa viva, uma tocha de fogo ardente, um vaso fervoroso nas mãos do Senhor, uma labareda de fogo pronto para afugentar o inimigo e incendiar a sua seara”. Frágua, segundo os dicionários é um substantivo feminino que significa fornalha. No figurativo, e é nesse sentido que me detenho, quer dizer: fogo vivo, fogueira, ardor, calor intenso e fervor. O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos ele diz: “Não sejais vagarosos no cuidado, sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12.11). É preciso que o cristão seja fervoroso, ardoroso, impetuoso, ativo, diligente, zeloso e dedicado. Esse campo semântico deve vigorar no interior de cada cristão. Não podemos ser frio ou morno, mais quente, como uma Frágua, uma fornalha de fogo ardente. Somos brasas vivas do altar de Deus, logo, é preciso que os que ainda fumegam, deixem ser incendiados pelo fogo do Espírito Santo. Se você sente saudades de quando era avivado, renovado, ou seja, como uma Frágua, então ainda há tempo para se erguer. Levante-se!, tome uma atitude diante de Deus! isso é tudo que Ele quer, e seja alcançado pelo gozo e o poder de Cristo. Meu conselho é que voltes a ser como uma Frágua, cheio de calor, energia, entusiasmo, paixão pelas almas perdidas, desejo ardente de conseguir o melhor, empenho na obra e no cuidado da vida cristã, dedicação ao ministério, zelo pela própria vida e da dos seus irmãos, diligente em tudo, impetuoso no conduzir as tarefas que lhe são afetas na casa do Senhor, em fim, um cristão “tocha acesa”, “tocha viva, sobre o altar”. Volte a ser uma Frágua!

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