Seis Letras que produzem vida e traz paz para a alma

“E a quem perdoardes alguma coisa, também eu, porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado por amor de vós o fiz na presença de Cristo, para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Coríntios 2.10).

As sete letras formam a palavra PERDÃO. Este ano eu lancei o slogan: COPA 2014, ou seja, Não podemos viver sem CRISTO, sem ORAÇÃO, sem PERDÃO e sem AMOR. O perdão é uma destas colunas de sustentação. Com ele eu posso ser a pessoa mais feliz da face da terra, porém, sem ele poderei me tornar na pessoa mais miserável desse mundo, pois os que não liberam o perdão estão sofrendo no corpo, na alma e no espírito. Ninguém consegue viver bem tendo ressentimentos em seu coração. Estes incômodos da alma só são extintos do nosso homem interior através do perdão sincero. O perdão é capaz de trazer de volta a paz, a felicidade, a alegria da salvação, o amor anteriormente desgastado e destruído, a harmonia, o companheirismo, a restauração do altar, em fim, o perdão não pode faltar na vida do cristão. Todos os homens precisam dele, e se somos cristãos fiéis a Deus, muito mais ainda, não se pode viver sem receber e liberar o perdão. Uma jovem disse certa vez ao seu pastor por ocasião do aconselhamento: “Há coisas em nossas vidas que não se podem perdoar!”. Assim como essa jovem há muitas pessoas por ai, com esse mesmo pensamento, capaz de não crer que o sangue de Jesus Cristo é capaz de purificar toda a sorte de amargura da alma ferida. O reverendo que ouviu essa frase, da inexperiente ovelha, teve tranquilidade e sabedoria para responder o seguinte: “Se realmente há coisas que não se podem perdoar, então, há pecados que o sangue do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, não pode jamais apagar”. Ora, o sacrifício de Cristo foi um ato único, pensado, planejado e aceito por Deus Pai. O sangue de Cristo é a razão de estarmos vivos e firmes na fé, à espera do noivo Jesus. Ele é a razão maior do plano de salvação. Jesus é o mesmo hoje, ontem e eternamente, e o seu glorioso sangue fala até hoje em nossos corações, perdoando a todos quantos se chegam a Cristo. O perdão dos pecados é uma realidade. Ora, se Cristo é capaz de perdoar pecados até hoje, porque o homem que tem uma questão com seu semelhante não é capaz de perdoar. O perdão abre as portas do céu em nosso favor. Quando nos fechamos em nós mesmos e não liberamos o perdão, então Deus, também, se fecha para não nos abençoar. Somente o sangue de Cristo tem poder para purificar todo e qualquer pecado do homem. Assim, não existe pecado que o sangue de Cristo não possa apagar. Todavia, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o único pecado que não há perdão: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” – Marcos 3.29. Quando a pessoa ofendida libera o perdão e a pessoa ofensora reconhece o seu erro, ambas passam a desfrutar das bênçãos de Deus. Uma das causas que têm impedido as pessoas de serem felizes, terem comunhão entre si e com Deus é, justamente, a falta de perdão, ou seja, a falta da liberação do perdão e pedir perdão, obviamente. O perdão é uma lei espiritual e talvez a mais importante para se viver feliz em todo o conjunto de ordenanças e mandamentos contidos nas Escrituras Sagradas. Não aprisione a sua felicidade e a de seu irmão(ã), libere o perdão imediatamente. Não é vergonhoso pedir perdão, vergonhoso é deixar de ser feliz quando conhecemos o caminho da felicidade e não optamos por ele, ou mudar de igreja e de denominação para não conviver com o irmão ofendido ou ofensor, isso é que é triste, como se resolvesse o problema diante de Deus. Quem pensa assim está deveras enganado. Se persistir com o coração rancoroso e não se acertando aqui na terra, não poderá ir para o céu. O perdão ensinado por Cristo, às vezes, vem simultaneamente associado com outras bênçãos de ordem material ou espiritual. E é esse fato que faz o perdão valioso e importante para restaurar a felicidade, porquanto, ele coloca o homem em plena comunhão com seu semelhante e em plena sintonia com o Espírito Santo. Fruto dessa associação, a Bíblia registra inúmeras situações: o paralítico de Betesda, que obteve a cura e a libertação quando recebeu de Cristo o perdão pelos seus pecados (Jo 5.7-14); Jacó, quando perdoou seu irmão Esaú, passou a ter uma vida mais tranqüila e feliz, tornando-se uma pessoa muito rica e próspera materialmente falando, além de ter o seu nome trocado para Israel, após uma luta com o anjo no Vale de Jaboque (Gn 32.26-32; 33.4); o ladrão da cruz, que, além de ser perdoado, obteve a salvação imediata e o livramento da perdição eterna (Lc 23.43); Zaqueu, o publicano, sentiu um alívio no seu coração, uma paz de espírito após receber de Cristo o perdão e as promessas messiânicas feitas a Abraão em Cristo Jesus (Lc 19.8-10); o perdão do filho pródigo, que depois de perder todos os seus haveres, foi reconduzido ao seio da família e com todos os direitos e privilégios de filho, além de ter obtido o perdão de seu pai e de seu Deus. A Bíblia ainda registra inúmeros casos de pessoas que foram perdoadas e lhes foram associadas grandiosas bênçãos, porém, não vou aqui relatar. Apenas quero deixar claro que o apóstolo Paulo, na passagem em lide, perdoou o irmão faltoso e levou a igreja a perdoá-lo, também, se bem que depois que ele cumpriu uma rigorosa punição por parte dos anciãos da igreja de Corinto. Sabedor de todas essas maravilhas provenientes do perdão, eu te pergunto: ainda resistes em perdoar seu irmão(ã)? Mesmo sendo você o ofendido, procure o ofensor e faça uma reconciliação e passe a desfrutar da felicidade completa. Quem não perdoa não é feliz, e não sabe amar!

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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