Dois momentos na vida daquele que crer em Deus!

“E, nas passagens pelas quais Jônatas procurava passar à guarnição dos filisteus, desta banda havia uma penha aguda, e da outra banda, uma penha aguda; e era o nome de uma Bozez e o nome da outra, Sené” (1 Samuel 14.4).

Quando o homem aceita a Cristo como seu Senhor e Salvador a impressão que se tem, devido o peso do fardo de pecado que fica para trás é que se acabaram os problemas e a caminhada a partir da cruz do calvário é como se fosse um mar de rosas, tudo que virá pela frente será devidamente coroado com inúmeras bênçãos e a sensação dominante é a de não haver mais nenhuma tempestade, quer no campo espiritual, quer no contexto material, tudo é vislumbrado e até testemunhado como se a vida fosse lá no céu: calmo, sereno e tranquilo. Jesus referindo-se a esses dois momentos na vida daquele que crer em Seu nome, o de calmaria e de turbulência, conforta aos que o aceitaram como Salvador da seguinte maneira: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece” (João 15.18,19). A caminha por essa vida não é somente de flores, e de brilho, há também, as estradas de espinhos e de intensa escuridão, ou seja, fatos que se alternam num clima de paz e harmonia, de prosperidade e alegria, mas há os instantes em que faltam a tranquilidade, a fartura, e nessas horas a tristeza e o choro começarem a invadir os corações doridos. Alguns por não confiarem nas promessas divinas, acabam tropeçando e caindo no assoalho da desesperança, molhado pela cera da desconfiança e insatisfação. Porém, outros, mesmo enfrentando essas intempéries da vida observam o que está escrito na Bíblia: “Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo, desde agora e para sempre” (Salmos 125.1,2). Jônatas precisava vencer uma guarnição de filisteus com seu pajem de armas e deparou-se com duas pedras agudas, uma por nome Bozez e a outra por nome Sené. A primeira no hebraico significa brilhante e a segunda moita de espinhos.  Quantas vezes em nossa caminha cristã deparamos com os famigerados espinhos, ou melhor, com as dificuldades diversificadas, e em todos os contextos de nossa caminhada cristã, porém, o Senhor nos alerta a que brilhemos, pois somos a luz do mundo. Não existe apenas a penha por nome Sené, que traduz a dificuldade, o desânimo, o desespero, a falta de luz, mas há também aquela que representa o Senhor Jesus, a pedra que brilha, a pedra de esquina, a pedra lavrada, em fim, não podemos perder a esperança jamais. Quando Sené surge em nossa frente, saiba que outra pedra aguda também surgirá e que se chama Bozez, brilhante e representa a solução, a luz do mundo, Cristo.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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