“O que semeia a injustiça segará males, e a vara da sua indignação falhará” (Provérbios 22.8).

“Naquele dia tenebroso de novembro de 1971, na prisão federal de Springrield, Missouri, descíamos por um túnel, envergando a farda da prisão. Não me foi permitido usar sapatos, meias ou roupa interior, nem sequer um cinto. Apenas um par de calças e uma camisa. Jamais esquecerei: deram-me uma calça de número 50 que eu segurava com as mãos, para evitar que caísse. Continuamos a caminhar através do túnel. As portas eletrônicas abriram-se para nos dar passagem, fechando-se em seguida. Já tínhamos andado bastante, quando ouvi um homem gritar. Não se tratava de um grito de dor, mas de desespero por se encontrar ali há muitos anos. Chegamos a uma pequena cela, quase no fim da fila. Abriram-na, atiraram para dentro um travesseiro e um cobertor e obrigaram-me a entrar. Um dos três guardas que me acompanhavam disse-me: “Entra, importante. Viremos buscar-te daqui a cinquenta anos”. Fecharam a porta com grande estrondo e se foram. Até aquele momento ainda não havia experimentado o desespero, porém, quando os ouvi cerrar a porta e afastarem-se, então uma angústia tremenda se apoderou de mim. Imagine o que significa ouvir o contínuo bater de portas durante as 24 horas do dia! Mas havia um outro som que não parava – o do homem gritando desesperado. Na cela onde me achava podia escutá-lo dia e noite, todo o dia, cada dia, gritando desesperado. Não suplicava por Deus. Por quem clamava ele afinal? Nem os próprios presos sabiam dizer. E assim comecei a cumprir a minha pena. Sem dar por isso, um ano passara-se rapidamente e depois outro. Então, mudaram-me de cela. Nunca pedi para sair sob fiança. Nunca roguei a Deus que me tirasse dali. Decorridos aproximadamente dois anos, o tenente-chefe veio a mim e disse: “Neill, pega as tuas coisas porque irás para casa”. Assim aconteceu, e saí sob fiança ao fim de dois anos e três dias de prisão. Minha mulher, nesse período em que estive preso, se converteu ao Evangelho de Cristo, aceitando a Jesus como seu Salvador e Senhor. O último dia que passei na prisão era o dia de Ações de Graças. Acreditem-me! Eu dei graças a Deus como ninguém talvez o tenha feito! Sentado na cela dizia eu: “Escute esta palavra, Pai celestial” e então lia em voz alta os trechos das Escrituras que houvera recebido, os que mais apreciava. Durante os dois anos em que ali estive, pude ler a Bíblia e sobre ela meditar muitas vezes e aprendi a amar a Palavra de Deus e as pessoas” (C. Neill). Ao ler este texto, lembrei-me de meu irmão, que já dorme no Senhor. Quando o visitei numa prisão, no centro sul do Rio de Janeiro, a primeira coisa que fiz foi lhe dar um exemplar da Bíblia Sagrada que havia ganho dos Gideões Internacionais. Ele, ao ler os trechos do precioso livro, encontrou-se com Cristo que, em pouco tempo, o chamou para a Sua obra e fez dele um pastor de ovelhas. Como é importante a intercessão. Ela abre portas, abre o mar, abre as portas do cárcere como fez nos dias em que Pedro esteve preso, abre corações e transforma vidas. A intercessão é o fruto do amor pelo outro. Quem intercede ama. A Bíblia é a carta magna que fala com profundidade sobre a intercessão. Se eu não a ler, como entenderei melhor sobre o assunto? Quantos têm a Bíblia em várias versões, mas não encontram nela o verdadeiro alimento, nem se edificam e muito menos permitem que o Espírito Santo os fale por meio das edificantes exortações? Quantos a têm, mas dela não desfrutam como deveriam desfrutar? Alegam falta de tempo para a meditação, falta de tempo para ouvir Deus! Muitos há que só encontram esse tempo quando são colocados atrás de uma cela de prisão! Liberte-se, você está solto!

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