Jesus comparado à serpente de bronze

“E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.14,15).

Quando Jesus se refere, na passagem em lide, a um episódio do Antigo Testamento, ele trás à memória de todos nós um fato ocorrido no livro de Números no capítulo 21, quando o povo murmurou contra Deus e o maná, uma espécie de alimento que Deus providenciou para o povo no deserto. O povo chegou a murmurar cerca de dez vezes: “Todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram (murmuraram) estas dez vezes e não obedeceram a minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que me provocaram a verá” (Nm 14.22,23). O povo não estava crendo na promessa que Deus fizera a Abrão, a Isaque e a Jacó, eles queriam outro pastor e não mais Moises; eles queriam que novo líder os levasse de volta ao Egito, onde a opressão, a idolatria, o paganismo e as pragas ainda estavam vivos no meio daquela nação. Parece-me que o povo gostava de sofrer, assim como hoje, parte da igreja de Cristo, também, sente prazer no sofrimento, pois, contraria com frequência as obras do Espírito Santo de Deus. As circunstâncias desfavoráveis, a falta de conforto, as más condições de vida para as famílias, a falta de água e até mesmo da comida que muitos estavam acostumados no Egito se constituía em comparações que desagradaram a Deus. Eles olhavam mais para os problemas e as dificuldades do que para a glória de Deus que os acompanhava de dia e de noite; Eles preferiam contemplar os obstáculos e falarem sem conhecimento de causa, do que glorificar a Deus pelos inúmeros milagres: as águas do mar Vermelho divididas, as águas de Mara tornaram-se doces, abundância de codornizes e maná, água da rocha em Refidim, a morte de Nadabe e Abiu, fogo ardente entre os israelitas, etc. Não era as circunstâncias o motivo maior para que o povo se levantasse contra Deus, o próprio coração pecaminoso e mal foi um dos motivos para uma mortandade tão grande, porém, o próprio Deus deu a solução para que cessassem as mortes: Moisés deveria fazer uma serpente de metal e colocá-la em uma haste e levantá-la do chão. Assim, cessaram as mortes e o povo temeu a Deus. De igual modo Jesus foi levantado do solo em uma cruz e até hoje tem trazido salvação a todos que nele crêem.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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