“E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se” (Lucas 8.33); “E ele lhe disse: tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou, vai em paz” (Lucas 8.48); “Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: levanta-te, menina! E o seu espírito voltou e ela logo se levantou e Jesus mandou que lhe dessem de comer” (Lucas 8.54,55).

No dia 5 de março de 1961, na partida válida pelo torneio Rio-São Paulo o Pelé marcou um gol muito extraordinário, lindo e uma pintura na arte do futebol. O gol foi tão impressionante que o jornalista Joelmir Beting que trabalhava num dos jornais esportivos mandou fazer uma placa e a descerrou uma semana depois no estádio do Maracanã, onde ocorrera o jogo. A partir daquela data todos os gols belíssimos passaram a ser chamados “gol de placa”. Na vida cristã é comum marcarmos alguns lances fabulosos que poderiam ser chamados de “gol de placa”, se realmente fosse uma partida de futebol, entretanto a Bíblia não faz diferença entre os milagres, pois a cura de um cego, de um leproso, a libertação de um e de outro e a ressurreição de Lázaro são tidos e havidos como milagres somente, e o fato em extraordinário poder é algo da nossa própria mente, porém, para Jesus Cristo é apenas um milagre, pois para Ele tudo é possível, não há nada impossível ao Senhor. Os fatos que se sucederam e foram registrados no evangelho de Lucas foi algo magnífico, algo que merece um registro e uma divulgação maciça, pois se fossemos comparar ao que se faz no futebol, seria três “gols de placa”. Três milagres aconteceram para impressionar, causar temor, levar o povo a glorificar o nome de Deus. Na primeira passagem Jesus libertou dois homens que residiam nos sepulcros, pessoas que deixaram famílias, amigos, empregos, casas, talvez filhos e filhas e passaram a morar nas ruas, no cemitério, e tendo falta de tudo, até mesmo de Deus. Jesus se encontrou com eles e os libertou e um deles tornou-se um dos maiores evangelistas de sua época, pois evangelizou dez cidades falando do grande amor de Deus:”E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera e todos se maravilhavam” (Mc 5.20). O segundo milagre, outro “gol de placa”, comparando-se ao fenômeno futebolístico, Jesus voltou-se inteiramente para atender uma senhora que sofria de uma hemorragia há cerca de doze anos, pois ela tocou em suas vestes e recebeu virtude, enquanto isso, Jairo recebia a noticia que sua filha havia morrido e os seus amigos lhe disseram para não incomodar o Mestre. Jesus estava com a “bola toda”, a partida era dele naquele dia, dois “gols de placa”, dois grandes milagres eram poucos para seu grande amor e imenso poder; Jesus queria mais e a jogada todinha era somente dEle, se fosse numa partida de futebol, ele já seria o artilheiro, pronto para pedir a música ou cantar o hino. Chegando à casa de Jairo contemplou a filha do príncipe da sinagoga morta. Jesus é a “ressurreição e a vida”, ele é o maior vencedor da morte, é o todo-poderoso, o Filho do Altíssimo, então, vendo a menina disse: “…levanta-te, menina! E o seu espírito voltou e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer” (Lucas 8.54,55). Um milagre extraordinário, magnífico, esplêndido, capaz de transformar toda aquela família, inclusive os discípulos que com Cristo presenciaram o milagre. Uma verdadeira goleada de milagres.