“E, soprando o vento sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão” (Atos 27.13,14).

Como seria bom se a vida fosse somente de plena tranquilidade, onde em nosso quintal as aves gorjeassem do nascer ao pôr do sol, onde as árvores frutíferas só fossem tocadas pelos seus verdadeiros donos e que as flores brotassem sem serem arrancadas pelo estranho e as casas não precisassem de trancas seguras, não houvesse muros e nem grades protegendo as habitações, não houvesse câmeras de segurança e nem de vigilância, tudo fosse como no Jardim do Éden, um verdadeiro paraíso. Com seria ótimo se as travessias de nossas vidas fossem marcadas pelo vento sul que sopra brandamente, trazendo o frescor do mar e a brisa salutar para a nossa saúde. Seria excelente mesmo, se isso tudo fosse uma realidade para toda a humanidade, mas não é assim que a banda toca, o “mundo jazz no maligno”, diz a Bíblia e essa realidade temos que conviver com ela. Paulo, o apóstolo dos gentios, como era conhecido, estava embarcado num navio que iria aportar na Itália e tudo parecia tranquilo e sereno, a embarcação singrava os mares em perfeita harmonia, o vento lhe era favorável, “mar de Almirante”, porém, num abrir e piscar de olhos entra em campo a seleção do terror, do maremoto, em campo estava o terrível Euroaquilão, com sede gol, virando o placar e trazendo pânico a todos que estavam em campo, ou seja, a bordo. O navio foi tremendamente açoitado pelo vento: “E, sendo o navio arrebatado e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa” (Atos 27.16). O relato de Lucas é assustador. A travessia foi marcada por desânimo, tristezas, o próprio comandante da embarcação perdeu o controle da situação, precisou Paulo entrar em campo, em cena, e marcar um tremendo “gol laço”! disse ele: “Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo,” (Atos 27.21,22,23). É glorioso quando dentro do navio, da aeronave, do ônibus, do trem, do metrô, da lancha, do barco, do bonde, da repartição, do lar, etc, tem alguém que serve fielmente ao Senhor e pode nas horas difíceis da vida decidir uma situação tão complicada como essa pela qual enfrentou Paulo. Ele na verdade marcou um “gol de placa”. Não permita que o Euroaquilão entre em campo, em cena em sua vida. Tenha fé e força para repreender todo vento contrário a sua vida. Mantenha-se firme com Cristo. Faça como Paulo: tenha bom ânimo e anime aos que estão desanimados.