“Disse-lhe o jovem: tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade, que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me. E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades” (Mateus 19.20-22).

 A expressão “bateu na trave” é muito usada quando um jogador tenta o gol e não consegue, porque a bola bateu na trave e não entrou. Na vida hodierna, é muito comum a pessoa chegar bem próximo do alvo, do propósito almejado e não alcançá-lo totalmente. Muitos após um teste, uma avaliação ou um concurso comentam: “me faltaram dois décimos!”, “não entrei porque me faltaram dois pontos”, “não ganhei a prova porque me faltaram algumas braças”, e assim por diante, ou seja, “bateu na trave”. Alguns deixam de lograr êxito em alguma coisa que tanto almejam porque lhes faltaram pouquíssimas coisas, levando as pessoas ao profundo desânimo, tristezas e até mesmo ao estado depressivo, perdendo consequentemente a esperança e a disposição para voltar a tentar nova tática de modo a alcançar o objetivo desejado. Outra expressão bem famosa diz assim: “entrou na rede é gol, não importa se seja de mão ou de barriga!”. A frase é o contrário da primeira. Aquela, a bola não entrou, mas bateu na trave. Na vida cristã, também, acontece algo semelhante. Nos versículos em lide, Jesus viu que o jovem rico tinha dito a Ele que cumprira tudo o que o Mestre havia lhe exposto, de modo que o jovem rico estava seguro em sua regra de fé, nada lhe faltava e nada lhe acusava, que poderia tranquilamente ser alcançado pela Salvação pregada por Cristo: “…E Jessus disse-lhe: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás a teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19.18,19). A resposta do moço para Jesus não foi muito convincente, ele argumentou que desde menino cumpria tudo o que Jesus havia falado. Talvez até fosse verdade, mas o Senhor, conhecendo o coração do mancebo lhe colocou mais uma vez à prova, mando-lhe vender todos os seus bens e dá-los aos pobres, então, foi ai que ele retrocedeu, não permitindo fazer o “gol de placa”, “colocar a bola na rede”, mas permitiu a bola “bater na trave”, ou melhor, ele perdeu a oportunidade ímpar de Salvação naquele instante, a qual foi claramente exposta por Cristo, o Salvador Eterno. “Bateu na trave” o desejo daquele moço de obter a vida eterna. Ele havia perguntado para Jesus: “…Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna?” (Mt 19.16). Na verdade ele almejava a tão sonhada vida eterna e por ser rico achou que podia comprá-la, talvez. Não se compra a Salvação, ela é gratuita. O preço para se obtê-la já foi pago na cruz do calvário. “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2.14). Faz um gol no campo espiritual: Aceite a Cristo, tenha sucesso na vida, não deixem seus sonhos baterem na trave, mas faça o céu vibrar!