“Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?” (Salmos 137.1-4).

 Hoje, foi uma tarde de muita tristeza para muitos brasileiros que viram a Seleção brasileira ser derrotada cruelmente pela Seleção alemã, que não perdoou e nem respeitou os cinco títulos mundiais de seus algozes. Chorou o menino e a menina, os jovens, os pais e as mães também, os avós, em fim, todos choraram e se entristeceram ao ver o Brasil se dobrar diante da gigante Seleção alemã. A própria Seleção vitoriosa não acreditou no que estava vendo dentro de campo, disseram alguns jogadores ao final do jogo. Foi cruel, muito cruel. Nem tudo é alegria, o choro existe e ele é verde amarelo na data de hoje. O salmista retrata toda a tristeza de Israel após a conquista de Jerusalém em 586 a.C e o povo é levado para o exílio. Quando os babilônios viram o povo desolado, lhe pediu que ele cantasse hinos com suas harpas, porém, eles recusaram cantar naquele dia de tantas tristezas, pois eles sabiam muito bem o motivo porque estavam ali como escravos dos babilônicos. O povo sabia que houvera desobedecido ao Senhor; não confiaram nas promessas feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó; não confiaram na mão potente de Jeová, preferiram se envolver com os povos pagãos que faziam limites com Jerusalém e as demais terras habitadas pelos judeus.  Os judeus no exílio penduraram suas harpas e não tocaram pois seus corações não reuniam alegrias suficientes para alegrar o coração dos babilônios que insistiam pedindo música. Alguns dos jogadores brasileiros irão pendurar as suas chuteiras, principalmente, no que diz respeito à próxima COPA do mundo e, isso faz bem a saúde. A grande lição de vida deixada pelos judeus no exílio é que eles passaram a buscar mais ao Senhor seu Deus e não desistiram de orar e consagrar suas vidas, de modo que Deus ouviu o clamor do povo e os conduziu anos depois de volta a sua terra natal, Jerusalém.