“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas” (Apocalipse 1.20).

 Até hoje e por muitos e muitos anos nós brasileiros não iremos esquecer a derrota da seleção brasileira para a seleção alemã nas semifinais da COPA do mundo de 2014 aqui no Brasil. Na vida, as vitórias e as derrotas sempre fizeram o homem refletir a cerca da sua situação e de seu estado, quer seja ele emocional, sentimental, material ou até mesmo no espiritual. É preciso que pelo menos Sete lições possamos tirar dessa COPA do mundo, principalmente, dos  7×1.  Foi um placar elástico que todos sabem do que se trata, porquanto, fato histórico para o futebol brasileiro e que levou crianças, adolescentes, jovens e adultos a se derramarem em lágrimas, as quais nenhum jogador brasileiro será capaz de enxugá-las, e o pior, as lágrimas foram derramadas diante de gregos, espanhóis, latinos, holandeses, africanos, germânicos, ingleses, americanos, japoneses, brasileiros em suas casas, presídios e em leitos de hospitais, em fim, perante o mundo inteiro que estava ligado às redes de televisão. A primeira grande lição que fica para mim é que não se pode vencer uma batalha sem planejamento eficaz. Em minha pequena visão, dou da opinião que faltou alguns jogadores já consagrados em outras COPAS e que poderiam ter sido convocados; segundo, não se vence um adversário sem estudá-lo estrategicamente horas e horas, dias após dias, meses após meses e até anos após anos; terceiro, não se derrota o inimigo sem um bom e treinado exército, um time capaz, preparado técnica, tática e fisicamente; quarto nunca se viu uma equipe vencer uma outra sem ter peças de reposição à altura, é a função nobre da logística, a seleção brasileira não tinha banco, não tinha ataque, não tinha meio-campo; faltou elementos que pudessem substituir os titulares caso eles ficassem impossibilitados de atuarem na partida; quinto, se ganha um torneio quando todos têm o mesmo objetivo, lutam pelos mesmos ideais e se dão, se entregam e honram as suas camisas, o seu povo e a sua bandeira nacional, que esquecem o marketing, os patrocinadores, a mídia e o seu futuro nos clubes onde jogam; sexto, nenhuma seleção mundial que se preze e tenha consciência que exista uma criança, um adolescente, um jovem e um adulto torcendo, gritando, chorando, perfazendo um total de 200 milhões de brasileiros e, também estrangeiros que vestiram a camisa verde e amarela, não consiga tirar força no limite de sua capacidade, ou seja, dar um pouco mais de si. Acho eu, tenho pouca visão para falar isso, que faltou garra na maioria dos jogadores. Futebol eles sabem jogar, mas se perderam em campo, faltou conjunto, força e raça, talvez um capitão que chamasse o time à responsabilidade; sétimo, é preciso se crer que só poderemos dar a batalha por vencida quando ela de fato terminar. Não é tomando o primeiro, o segundo e o terceiro gol que se deve considerar o jogo perdido e amarelar diante do adversário. É preciso ter determinação e conjunto, bons reservas e coragem para mudar uma peça que não está rendendo bem, mesmo que seja ele o melhor ou o jogador chave tido e havido como “ídolo”. Faltou coragem ao nosso maestro, ao nosso técnico para mexer logo no inicio da peleja; e a ultima lição é aquela que cada jogador tem para oferecer diante do seu Deus. Certa vez o rei Jeosafá, rei de Judá estava sendo ameaçado por quatro reis d´além das montanhas de Seir e antes de se entregar e colocar o povo à disposição dos inimigos, ele consultou a Deus e o Senhor mandou que ele consagrasse o povo, tivesse fé e não temesse os adversários, tão somente cresse no Senhor. Depois o Senhor mandou que ele colocasse os cantores à frente do povo e não mais o exército de homens armados. O rei fez conforme o Senhor lhe dissera e o próprio Deus fez com que os quatro exércitos inimigos se digladiassem entre si mesmos e pereceram ao som da música israelita. A última lição é crer que tudo é possível ao que crer. Não basta somente a torcida acreditar, os jogadores também precisam acreditar que tudo é possível ao que crer. Existe algum mistério nisso?