“Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve redobrar a força; mas a sabedoria é excelente para dirigir” (Eclesiastes 10.10).

 A vida espiritual de um cristão é algo muito cobiçado pelo inimigo, pois ele procura de todas as maneiras abater a alma, colocando desânimo e tristezas sem igual, a fim de que ele não tenha mais prazer na lei do Senhor e nem nas inúmeras atividades que se relacionam com a vida cristã. Assim como se deve amolar o facão para a sua boa utilização, também é preciso cuidar de maneira exemplar da vida espiritual, pois se esta estiver em dificuldades, todo o corpo padecerá. Li outro dia sobre uma disputa de dois cortadores de árvores, um jovem e um velho. O jovem com toda a sua arrogância desafiou o senhor de idade para ver quem conseguiria cortar mais árvores num dia. A disputa foi bem assistida, muitos expectadores compareceram ao campo. Dada a partida ambos se mostravam bem dispostos. Vez por outra o jovem olhava para trás e via o velho sentado num tronco de árvore. Ao término da competição e após os juízes contarem as árvores cortadas, e para surpresa do jovem trabalhador, o velho havia cortado mais árvores do que ele. Indignado perguntou: como você cortou mais árvore do que eu, se todas às vezes que olhava para você eu o via sentado no tronco de uma árvore? Ai é onde está o segredo, em todas ocasiões em que me encontrava sentado é porque eu estava amolando meu machado. A vida espiritual é bem parecida, se não cuidarmos dela com carinho, ou seja, orando, jejuando, lendo a Bíblia, meditando na Palavra de Deus com frequência, sendo assíduo aos cultos e se envolvendo com as inúmeras atividades na comunidade cristã, então, a sentença é o esfriamento do homem interior, o qual se sentirá fraco e a tendência é se afastar do centro da presença do Espírito Santo. Vida espiritual é que nem facão, tem que afiar o corte para ter um bom rendimento.