“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação” (2 Coríntios 1.3).

Ontem se comemorou o dia dos pais e quero parabenizar a todos os pais e aproveito para oferecer esta reflexão parafraseada do livro “Pais que mudaram o mundo”, traduzido por Milton A. Méier Jr., da editora Habacuc, especialmente para que vocês, pais, sintam-se felizes um dia após a comemoração do seu dia; a você que tem lutado para criar seus filhos com amor, bem como educá-los de modo a serem úteis não são para a sociedade, mas para o Senhor Deus, o todo poderoso em misericórdia. Existem inúmeros livros que trazem histórias de homens que foram considerados excelentes pais. Não existe pai perfeito, porque pai perfeito somente o Pai celestial, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Inúmeros foram os pais que marcaram suas gerações e que deixaram um legado de grandes feitos para a história da humanidade; eles contribuíram para que o mundo se tornasse bem melhor. Quero citar do livro somente dois deles: – O Pai de Steve Saint – antes de falar de seu pai, gostaria de trazer um breve relato desse missionário extraordinário chamado Steve. Steve nasceu nos EUA e seu pai foi trabalhar no Equador e também fazer a obra de Deus junto a uma tribo de índios chamada HUAORANIS. A tia de Steve, irmã de seu Pai Nathaniel Saint, mais conhecido como Nate Saint, trabalhava numa missão que cuidava da evangelização dos índios Huaoranis, no Equador. Vários meses Nate Saint, lançou de helicóptero (ele era piloto) alimentos, brinquedos e utilidades do lar para aquela tribo. Meses depois, achando ele que havia conquistado os índios resolveu descer com o helicóptero à beira de um rio e conhecer melhor aquela tribo onde trabalhava sua irmã. Com Nate estavam: Jim Elliot, Ed McCully, Peter Fleming e Roger Yoderian. Esses cinco missionários ergueram um acampamento e dentro de cinco dias os índios os mataram. A tia de Steve, Raquel não se abalou, mas continuou ensinando a tribo sobre o verdadeiro WAENGONGI (Deus) e do amor salvador de ITOTA, seu único Filho (Jesus Cristo). De volta aos EUA a mãe e o menino Steve passaram a viver uma vida normal. Muitos anos depois Steve volta ao Equador para celebrar o funeral de sua tia e recebe um convite do cacique Mincaye para que ele cuidasse dos Huaoranis. Ele também conheceu Kimo e Syavi, dois guerreiros que participaram do massacre que culminou com a morte de cinco missionários, entre eles seu pai Nate Saint. Hoje, Steve e Mincaye viajam pelo mundo contando a maravilhosa história do amor transformador de Deus. Steve é o fundador do I-TEC, uma organização que desenvolve novas tecnologias para ajudar povos indígenas que se empenham em atender às necessidades das suas comunidades. A lição que tiramos desse relato é que o amor de Deus alcança todos os povos da terra. Porém, é preciso que alguém se sacrifique, até mesmo venha pagar com a própria vida, o preço da salvação de muitos. – O Pai de Martin Luther King Jr. – O pai de Martin Luther King Junior, chamava-se Martin Luther King Sr.; Ele foi pastor da Igreja Batista Ebenezér nos EUA. Ele liderava firmemente a sua congregação e os filhos por meio do exemplo ao enfrentar a desigualdade racial. O seu sonho foi tão poderosamente plantado no coração do filho, Matin Jr., que isso literalmente mudou uma nação. Foi um homem que sempre procurou falar a verdade, sem rodeios. Certa ocasião, o velho King foi parado por um policial de trânsito que o chamou de “menino”. Ele apontou para o filho, Martin Jr., e retrucou: “Este é um menino. Eu sou um homem!” Em outra ocasião, pai e filho entraram numa sapataria, onde o vendedor insistiu em que fossem para o fundo da loja para serem atendidos. Martin, o pai, não se moveu e disse: “Ou nos atende sentados aqui, ou não compraremos sapato algum”. O jovem Martin notou esses fortes traços de caráter em seu pai, e, eventualmente, eles também se tornaram parte do seu caráter e do seu ministério. Quando Martin Jr. Estava no Seminário CROZER THEOLOGICAL SEMINARY, escreveu em um de seus livros o seguinte: “O que mais admiro em meu pai é o seu caráter cristão genuíno. É um homem de real integridade, profundamente comprometido com princípios morais e éticos. É consciencioso em todos os seus empreendimentos. Mesmo as pessoas que discordam da sua franqueza admitem que seus motivos e ações são sinceros”. Martin Jr, foi uma das grandes vozes nos EUA. Ele liderou os mais significativos movimentos dos direitos civis de igualdades raciais entre brancos e negros. Em 1963, Martin Luther King Jr. casou-se com Correta Scott, e tiveram dois filhos, inclusive Martin Luther King III. Em abril de 1968, Martin Jr. Discursou pela última vez num Templo em Memphis, EUA. Espalhando sua visão de como chegaríamos à Terra Prometida como um só povo, ele disse: “Esta noite, quero que vocês saibam que nós, como um povo, chegaremos à Terra Prometida”. No dia seguinte, King foi morto pela bala de um assassino. Apesar de sua voz ter sido silenciada, suas palavras e ações ecoam ainda hoje. Martin pai teve a forte presença como pastor da Igreja Batista Ebenezer e deu um exemplo firme de amor cristão perante a injustiça para os seus três filhos. Estabeleceu fundamentos filosóficos e religiosos para o jovem Martin que o ajudaram a enfrentar dias difíceis, mas, por fim, vitoriosos protestos pacíficos contra a desigualdade racial. Seu pai estabeleceu um “nobre exemplo” e moldou um filho que desafiou e mudou a face dos Estados Unidos. Que lições ficaram para nós: Que vale a pena ser justo e ensinar os filhos no caminho de Deus. Que é preciso lutar por nossos ideais, nossos sonhos, nossos objetivos. Não desanimar diante do primeiro vendaval, mas lutar pelo alcance e realizações de nossos sonhos. Não precisa ser rico para se alcançar vitórias. É preciso ser justo, amar a verdade, a integridade. A riqueza é parte secundária no processo do sucesso. É preciso deixar Deus agir em nossas vidas. É preciso maior envolvimento com a Obra do Senhor. Parabéns papai, plo dia d ontem  pelo dia de hoje!