“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba…” (1 Coríntios 13.4-8).

Aconselhar alguém nessa área é algo de extrema responsabilidade e não são todos que têm a capacidade para emitir algum tipo de aconselhamento conjugal. Tenho alguns anos trabalhado no aconselhamento de jovens casais de modo que hoje me sinto com mais tranquilidade para tratar do assunto. Quero nestas poucas linhas apresentar alguns conselhos importantes para preservar os laços do matrimônio e não permitir que o relacionamento conjugal venha a se acabar de maneira tão banal. Um deles é jamais criticar os parentes do seu cônjuge. Quando não somos tolerantes neste particular, as contendas surgem e dão inicio a uma série de desavenças que geralmente acabam culminando no esfriamento do amor. Outro conselho básico é que as virtudes devem sobrepujar as imperfeições, os fracassos e as fraquezas. Quando o cônjuge compreende o outro, entendendo perfeitamente suas própria fraquezas, como sendo possíveis de serem transformados, mediante o agir do Senhor Jesus, então, tudo fica mais fácil. A oração, tão esquecida por muitos casais, tem poder para reverter certas tempestades e fracassos pessoais, todavia, os cônjuges devem manter esse canal aberto com Deus. Quando um cônjuge culpa o outro, dia após dia; e censura atos e decisões erradas do outro, então a vida conjugal começa a sofrer turbulência, podendo trazer sérios atritos capazes de apagar o fogo da união e do amor no matrimônio. A auto-ajuda é outro conselho que muito contribui para melhorar a auto-estima. Ela é fator primordial para preservar os laços matrimoniais. O casal precisa se unir, na abundancia e na desventura, na saúde e na doença, a fim de conservar vivos os laços do casamento, firmados na presença de Deus, os quais são responsáveis para manter acesa a chama da união conjugal. A auto-ajuda é tão importante que inibe o cônjuge a querer mudar o comportamento do outro mediante criticas e ataques, pelas coisas que de errado o outro faz. Muitas vezes são heranças da vida familiar, quando vivia sob o domínio do papai e da mamãe. Dose bem suas palavras, tempere-as com bom tempero, outro conselho maravilhoso. Não se conserta ninguém criticando e atacando com palavras insossas, sem nenhuma pitada de sal. Muitos relacionamentos se acabam porque as palavras, que têm um peso extraordinário, tanto para edificar como para matar espiritualmente, são mal colocadas ou proferidas. Não podemos mudar o outro por ação direta, só podemos mudar a nós mesmos. Logo, é hora de iniciarmos uma transformação a base de oração e atitudes convincentes. A auto-avaliação é o exame feito em nós mesmos. Ela é fundamental, pois descobrimos os nossos erros e imperfeições. Quando se tem hombridade para reconhecer possíveis erros e pedir perdão, então o amor conjugal torna-se perene. Não permita que essa união, selada na presença de Deus, que teve inicio num dia tão lindo e abençoado, se acabe de forma tão banal, promovendo assim, festa no arraial do inimigo de nossas almas. Saiba que o amor jamais deverá se acabar… lute por ele!