Não enterre o defunto em cova rasa

“Depois morreu Eliseu e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra, à entrada do ano. E sucedeu que enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés” ( 2 Reis 13.20,21).

A vida do homem e da mulher cristãos deve ser irrepreensível como bem disse o apóstolo Paulo: “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” – 1 Co 1.7,8. Todos nós estamos sujeitos ao pecado e há uma luta interior entre a carne e o espírito, vencendo a parte que estiver mais forte. O espírito é aquele que deve estar pronto, pois a carne é sempre fraca e a sua inclinação é morte (Rm 8.6). Paulo disse ainda, que a carne cobiça contra o espírito, e o espírito contra a carne (Gl 5.17), logo, vence quem for mais forte. Eu comparo o defunto com o pecado. O defunto enterrado em cova rasa, um dia irá cheirar mal. Se Eliseu estivesse sido bem enterrado, certamente, o moço que fora morto e jogado em sua cova não teria tocado-lhe os seus ossos e consequentemente, não teria sido ressuscitado. Tudo ocorreu por que enterraram o defunto em cova rasa. De igual modo é o homem que adquiri o hábito de pecar. Essa prática remonta desde o Jardim do Éden, com o primeiro casal, Adão e Eva. É preciso que aquele que assim procede deve se afastar do local da tentação, de tudo quanto possa lhe fazer lembrar, ver, tocar, ou mesmo desejar. É aconselhável que o homem enterre bem profundamente o pecado, e dele se afaste para bem longe, se possível não o enterre em cova rasa, ou seja, não permita que ele seja lembrado com frequência, a fim de não lançar mão dele novamente com facilidade e nem sentir o desejo de voltar a praticá-lo pondo-o longe dos sentidos inerentes a cada um, tais como o paladar, a visão, a audição, o tato, e o olfato. Se adquirirmos o hábito de enterrar o pecado em cova bem profunda, iremos ter uma vida mais saudável e mais espiritual.  Não enterre o pecado (o defunto) em cova rasa!

 

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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