“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4.18).

Tenho falado nesses dois últimos dias sobre a importância de se valorizar o que é realmente importante em nossas vidas e daqueles que estão ao nosso lado, sem ter que atender ao clamor daquilo que julgamos ser urgente, o qual muitas vezes, se bem analisado não tem nada de urgentíssimo, mas se constitui num capricho próprio do obreiro e da autovalorização de sua vida ministerial. Alguns líderes estão preenchendo o seu tempo com coisas julgadas urgentes, muitas delas, são visitas para reconciliação de cônjuges, quando estes não se auto perdoam, não querem mais viver juntos, não estão interessados em se reconciliarem com o Senhor e nem entre si; não medem as consequências do que poderá acontecer com os filhos e em outros casos com a própria vida ministerial, enfim, são coisas julgadas urgentes, mas nem sempre são o mais importante, tomando como base a obra em sua totalidade, ou seja, não é realmente o mais prioritário. Conheço pastores que não tem uma vida de oração e de dedicação à Palavra de Deus; não têm vida social com a família, por conta de envolvimento em resolver problemas de crentes manhosos e desobedientes, que não querem se reconciliar com Deus, consequentemente, não largam o pé do obreiro que muitas vezes sacrifica o que é mais importante em detrimento daquilo que ele julga ser o mais urgente, contudo, na maioria dos casos não chega a lugar nenhum, pelo contrário, faz é desandar mais ainda, pois, há cônjuges que ficam é aborrecidos com a igreja e com o pastor; afastando-se da comunhão da igreja e isolando totalmente o restante dos irmãos. São vidas ressentidas que nem liberam o perdão e nem se deixam ser cheios do Espírito Santo. Pessoas que estão morrendo aos poucos espiritualmente falando. O obreiro precisa estar bem preparado e saber discernir o que é urgente de verdade e o que é importante.