“Porque há muito está preparada a fogueira, preparada para o rei; a pira é profunda e larga, com fogo e lenha em abundância; o assopro do Senhor, como torrente de enxofre, a acenderá” (Isaías 30.33).

É comum ouvirmos, no meio pentecostal as expressões: “Deus está assoprando”; “Há fogo no meio do povo”; “Deus tem preparado uma grande fogueira”; “põe mais lenha na fogueira para o fogo não se apagar”. Expressões como estas sempre se relacionam à vida espiritual do cristão. Jacó, filho de Isaque, encontrava-se com a idade bem avançada, porém, não havia perdido a esperança de um dia ver a José, seu filho amado, o qual seus irmãos haviam vendido aos ismaelitas e, mentido eles ao seu pai, disseram-lhe que uma besta-fera havia matado o irmão de Benjamim. Anos depois, em meio a uma grande fome e dificuldades, Jacó ouviu o relato feito por Rubens e os demais filhos de que José estava vivo e era também o regente em toda a terra do Egito, porém não cria Jacó em seus filhos; mas, quando seus olhos cansados viram os carros de Faraó, que José enviara para levá-lo com sua família ao Egito, “reviveu o espírito de Jacó”, ou seja, reacendeu a chama da esperança, o fogo da saudade, a centelha da fé, misturada com a alegria de rever seu filho, dado como morto. José, chamado por Faraó de “Zafenate-Panéia”, cujo significado é o “salvador do mundo”, sendo ele próprio um Tipo de Cristo, estava vivo e pronto para abençoar ao seu povo. É comum a pessoa perder a esperança em alguma coisa que almeja com fé. Quando se chega a tal estágio desalentador, somente, o assopro do Espírito Santo é capaz de reacender a pira que um dia fora repleta de certezas, convicções e também de fé. A sunamita andou de sua casa até Monte Carmelo à procura do profeta Elizeu. Se houvesse a possibilidade de fotografar o seu coração durante aquele percurso perceber-se-ia que ele estava amargurado, choroso, marcado por uma dor profunda, pois havia deixado seu filho morto em casa;  mas também, se observaria que uma chama de esperança não se apagara de seu ser. Tocha que ardia da pira de seu homem interior e impulsionava aquela pobre mãe a procurar com disposição o profeta Eliseu, para que outro milagre acontecesse, visto que o primeiro aconteceu quando Deus lhe abriu a madre e lhe deu um filho, sendo ela estéril, e que, agora, este filho, estava morto e cria ela que o profeta oraria a Deus e ressuscitaria o menino. Aleluia! Deus reacende a pira da tua esperança meu amigo e irmão em Cristo, tal como fez com a sunamita. Esta, quando foi interrogada pelo moço de Eliseu, Geazi, se tudo estava bem com ela, e sua família, a resposta foi rápida e cheia de convicção: “vai tudo muito bem”. O profeta orou e o menino voltou a falar e seguir sua vida normalmente. Aquela mulher que teve sua pira de esperanças quase se acabando, agora era só alegria, sua pira foi reacendida com força, porquanto, ela soube colocar nela a lenha da fé. É glorioso quando Deus assopra na vida de alguém que o ama, acendendo ou reacendendo a chama da fé e da esperança, dando assim um novo ânimo para continuar a batalhar pela vida. A fogueira já está preparada? Então ponha fogo (ação do Espírito Santo); se sua vida está acessa então não deixe faltar lenha à fogueira (oração, leitura bíblica, jejuns, cultos de louvor a Deus, etc); a pira é profunda e larga (fala da capacidade de cada um); há muita lenha e muito fogo em abundância; prepare-se, pois o Senhor irá assoprar e novamente sua vida reacenderá; confie no Senhor Jesus Cristo. Amém!