“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33).

É muito comum se ouvir alguém falar que está desanimado, cansado, sem força para caminhar, em “Ló-Debar” (em hebraico terra sem pasto, sem vegetação, infrutífera), etc. Tem sido frequente os crentes em Jesus Cristo reclamarem da vida, do trabalho, da atual conjuntura política, do salário, do ambiente onde reside, e até mesmo da igreja onde congregam. Essa reclamação não é somente no meio jovem, mas muito mais na faixa etária mais alta. Muitos não sabem o que é sofrimento, nunca passaram um dia sem água e comida, jamais lhes faltou o carinho, a atenção e a roupa. São pessoas que não conhecem o que é verdadeiramente a pobreza, a fome e anudez e a escassez dos itens básicos para a sobrevivência. Quando o salmista roga a Deus para que nada lhe faltasse é porque ele passou por momentos difíceis na vida: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. Quando se tem realmente Jesus Cristo no coração e dEle depende e vive segundo o preconizado em Sua Palavra, então a pessoa se sente mais conformada, mesmo passando necessidades. Paulo disse: “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade” (Filipenses 4.12). O apóstolo Paulo viveu na pele a angústia do “não ter” , porém, em tudo deu graças: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5.18). Mesmo tendo passado dificuldades ele foi capaz de manter a sua fé em Deus: “Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto” (2 Coríntios 11.24-31). Ao final de sua vida ministerial ele disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4.7).