“E disse eu aos nobres, aos magistrados e ao restante do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros. No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós.” (Neemias 4.19-20).

Sempre ouvi pregadores falarem que se as brasas estiverem afastadas uma das outras elas com facilidade se apagarão, porém, se estiverem juntinhas, unidas, com facilidade se manterão acesas e o fogo poderá se manter com a frequência do vento. O salmista em seu louvor do fundo da alma expressa grande realidade sobre o viver unido: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” (Salmos 133.1). Grupo nenhum chegará a algum lugar se não estiverem unidos num mesmo propósito. Uma casa dividida não subsiste: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mateus 12.25). Na casa do Senhor todos são importantes e não há ninguém insubstituível, um depende do outro e juntos promovemos o crescimento do reino dos céus. Sozinho, não chegaremos a lugar nenhum! O inferno se abala e os demônios batem em retirada quando a união é a marca registrada de um grupo de crentes. O próprio Jesus disse:  “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus 18.20). O copeiro do rei Artaxerxes e depois Governador de Jerusalém, Neemias conduziu o povo para a construção dos muros da cidade porque os conscientizou que sem a união não se alcançaria a vitória e os propósitos pelos quais eles lutavam. O inimigo da obra representados por Tobias, Gesém e Sambalate estavam preparados para impedir qualquer que fosse a obra em torno da cidade. O povo estava desanimado e desunido, apartados uns dos outros, principalmente do muro da cidade, de onde poderiam ver a ação do inimigo: “O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o árabe, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isto que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?” (Neemias 2.19). A nossa união não deve despertar somente o olhar de Deus, mas aproximar a glória do Senhor e encher o nosso homem interior de gozo e paz. Cada um deve se conscientizar que a união dos crentes não gira em torno dos pensamentos individuais e nem dos interesses particulares, mas em torno do poder e da graça salvadora de Jesus Cristo. Há uma obra a ser realizada, ela é grande, a seara é enorme e poucos são os ceifeiros, imaginem se não estivermos unidos em torno dos mesmos propósitos e objetivos? Neemias reuniu pessoas diferentes, famílias inteiras em torno dos mesmos alvos e alcançou êxito porque todos se conscientizaram que não poderiam ficar afastados do muro, mas deveriam se unir e vencer o mal. Assim fizeram e foram vitoriosos. Aleluia!