“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Coríntios 1.27).

O apóstolo Paulo era dotado de uma inteligência diferenciada dos judeus fariseus e não fariseus de sua época. Alguns encontravam certa dificuldade para entender as suas conotações, a sua linha de pensamento e interpretação bíblica. Pedro foi um desses. No contexto de vida cristã que levamos, onde a igreja evangélica se esfacela a cada dia e a cada momento, por conta de homens e mulheres que não se conformam em esperar a orientação do Espírito Santo para prosseguirem na caminhada cristã, mas ao seu bel prazer, procuram interpretar a Bíblia de maneira que o vazio de seus egos possam ser massageados pelas mirabolantes doutrinas interpretadas e executadas por eles mesmos sem que o Espírito Santo tenha nenhuma chance de orientá-los. O mais cruel nisso tudo é que a gama de seguidores a essas pessoas cresce de maneira alarmante, porquanto, eles conseguem através de inovações e atrativos pirotécnicos (relativo a fogos de artifícios), os seja, “fogo para todo lado”, inclusive os que lideram esses espetáculos são chamados “canelas de fogo”. Só a graça! Esses tais são aqueles que desprezam as coisas insignificantes, bem como colocam em redoma as pessoas que eles acham pequenas e fracas. Estes são os únicos a saberem como funciona o plano de salvação; como é o céu por dentro e, também o inferno, pois, o “Senhor” já os levou inúmeras vezes ao Seol ou Hades e lhes revelou segredos que não se acham escritos na Palavra de Deus. Tais revelações são exclusivas desse grupo tido e havido como os verdadeiros seguidores de Deus aqui na terra. Paulo tem outra visão sobre esse grupo tão seleto, capaz de ordenar anjos a que façam a sua vontade. Eles determinam que o inferno não funcione em determinados dias, que Satanás saia de férias e que as potestades malignas entrem em recesso. Paulo diz: “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” (Romanos 15.1). Paulo chama a esses grupos de fracos e os mesmos carecem de ajuda daqueles que são fortes em Cristo. Daqueles que estão firmes na Rocha e aguardam pacientemente a vinda do Senhor. Que embora não tenham visto o céu aberto e nem foram levados ao inferno, mas em sua fé são tementes ao Senhor que os chamou das trevas para a divina luz. Aleluia! O que cada crente precisa de verdade é de capacidade espiritual para não se decepcionar na carreira cristã e nem se deixar envergonhar a cerca da esperança nas promessas divinas. Veja o que diz o salmista: “Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.” (Salmos 119.116). O apóstolo dos gentios complementa: “E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são.” (1 Coríntios 1.28). Quem diria que Moisés tocando com sua vara nas águas do Mar Vermelho ele se  abrisse; que Elias e depois Eliseu batendo nas águas escuras do rio Jordão com a capa ele se abrisse milagrosamente; quem entende o milagre realizado nos dias de Josué, quando as buzinas tocaram e o povo gritou, os potentes muros da cidade de Jericó vieram ao chão; quem imaginaria uma criança cair de uma janela, morrer e Paulo orar e o menino ressuscitar sem ter quebrado um osso. São essas coisas vis e desprezíveis que Deus faz com que sejam realizados grandes milagres através delas. Eu e você não somos fracos, mas fortes. Valorize o que você é e o que você tem de bom e que foi concedido pelo Espírito Santo. Não despreze as coisas pequenas e nem ache as pessoas insignificantes. Confie no Senhor Jesus Cristo e viva!