“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também, vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também, vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6.14-15).

Uma das causas atuais que privam as pessoas de terem comunhão com Deus e de receberem suas consequentes bênçãos é o fato tanto de não pedir quanto de não liberar perdão. O perdão é uma lei espiritual e quem obedece a ela só tem a lucrar. Deus se agrada de quem libera o perdão. O perdão sempre vem acompanhado de arrependimento. Quando o cristão perdoa de verdade, ele não torna a tocar na tecla que o levou ao rio de amarguras e ressentimentos. É glorioso quando a igreja aprende a perdoar, pois quem perdoa é rico da graça e do amor de Deus. Tanto a família como a igreja de Cristo necessitam muito do perdão. Família forte e igreja poderosa e saudável são conhecidas porque sabem liberar o perdão entre seus membros. Deus sempre está pronto a perdoar ao ofensor. É recomendável que o cristão aprenda a invocar o Senhor e a Ele rogar perdão. O salmista diz: “Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam” (Salmo 86.5). Se o homem não perdoar ao seu semelhante, então Deus não lhe perdoará também – “Quando estiverdes orando, perdoai se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também, vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas” (Mc 11.25-26). Paulo, ensinando aos colossenses, diz: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3.12,13). Se o ofendido ou o ofensor não se revestir dessa capacidade misericordiosa, benigna, humilde, longânime e mansa, dificilmente terá forças para perdoar. Perdoar não é uma atitude fácil. É preciso, mais que tudo, de amor o qual, quando invade o coração de verdade, imediatamente faz com que sejam aniquilados os ressentimentos e toda a sorte de amargura enraizada no interior do homem. Só, então, é liberado o perdão – “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria e blasfêmias e toda a malícia seja tirada de entre vós. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4.31-32). Jesus amou de verdade a todos nós. Quando Ele ressuscitou, procurou os seus discípulos “… e pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois Jesus outra vez: Paz seja convosco, assim como o Pai me enviou, também, eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados, e aqueles a quem os retiverdes lhes são retidos” (João 20.20-23). O perdão é uma das maiores riquezas existentes no coração do homem. Tal como uma pedra preciosa que precisa ser procurada, achada e lapidada (trabalhada), assim é o perdão no interior de cada um de nós. Precisa ser cultivado. Não existe valor pré-fixado para o perdão, mas sabemos que foi um alto preço que Deus pagou para nos resgatar, foi por meio do sacrifício vicário de Cristo – “Porque fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20). Os efeitos do verdadeiro perdão são expressos em genuíno amor. Por isso, a partir de hoje, exercite o perdão!