“O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem. O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde; não me retirei para trás. As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam. Porque o Senhor Deus me ajuda, assim não me confundo; por isso pus o meu rosto como um seixo, porque sei que não serei envergonhado. Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Compareçamos juntamente; quem é meu adversário? Chegue-se para mim. Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene? Eis que todos eles como roupas se envelhecerão, e a traça os comerá.” (Isaías 50.4-9).

Esse trecho de Isaías, o profeta messiânico é capaz de erguer até mesmo os que estão caídos, desprovidos da graça do Senhor e colocá-los novamente na batalha, no caminho e na luta pelo céu. É capaz também de renovar as forças e as esperanças daqueles que não têm mais nenhum vigor. É muito bom servir um Deus cheio de sabedoria, que ama a obediência e não esconde suas mãos para abençoar e dar esperança ao pobre e desanimado pecador. O profeta Isaías retrata muito bem a pessoa de Jesus Cristo, atribuíndo-lhe a sabedoria dos eruditos. A língua erudita de Jesus começou a funcionar pra valer quando Ele tinha doze anos de idade, durante uma festa em Jerusalém, quando Ele teve a oportunidade de pregar e esclarecer as dúvidas de muitos mestres e rabinos que lhe argüiam no Templo de Salomão. “E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.” (Lucas 2.46-48). A sabedoria de Jesus foi recebida diretamente do Pai celestial: “Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que Eu Sou, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou.” (João 8.28). Jesus em tudo foi obediente ao Pai. Ele não fazia a Sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviará, Deus. O salmista relata parte dessa obediência: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.” (Salmos 40.6-8). Deus se agrada muito quando nós somos obedientes e fazemos a Sua vontade aqui na terra. “As minhas costas ofereci aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam os cabelos; não escondi a minha face dos que me afrontavam e me cuspiam…”. A carga de sacrifício que Jesus suportou foi algo desumano. Ele sofreu demais. Sofreu e morreu pendurado num madeiro. Morte cruel e vergonhosa. Em nenhum momento de suas dores Ele recebeu alento. Até o Pai virou-lhe o rosto e Ele na cruz exclamou: “…Por que me desamparaste…”. Sua morte fez nascer o Cristianismo, e alavancar a fé, a esperança e o amor pelas coisas celestiais. Hoje, entendemos o porque da morte de Cristo e nos esforçamos para fazer com que o reino dos céus cresça e se espalhe pelos quatro cantos da terra. É muito bom servir a um Deus sábio e que ama a obediência e nos enche de esperanças.