“Pelo que os espalharei como o restolho, restolho que passa com o vento do deserto” (Jeremias 13.24).

Quantas vezes lemos a Bíblia sem prestar a atenção devida em algumas palavras que ali estão escritas, não é mesmo? Uma delas é “restolho”, palavra que me desperta para consultar o dicionário e dela tirar alguma lição espiritual. O dicionário me diz que restolho é a parte inferior do trigo. É a parte que ficou enraizada depois da ceifa, ou seja, é o resto do que sobrou após ser tirado o que havia de melhor. É, também, a espiga de milho mal granada. Paulo, escrevendo aos romanos, diz: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente (um resto), segundo a eleição da graça” (Rm 11.5). A igreja é esse remanescente, tão querida e admirada por Cristo, que a elegeu desde a fundação do mundo, como noiva imaculada, que se atavia para encontrá-lo e com Ele reinar para todo o sempre. Muitas vezes o cristão se encontra numa situação tal qual o restolho, pronto para “jogar a toalha”, “chutar o balde”, desabar, abandonar o barco, desmaiar de medo, desanimar de vez na fé e, de repente, ele percebe que Cristo está ao seu lado, impulsionando-o para um viver melhor, dando-lhe mais uma chance para se redimir, conforme escreveu o profeta Isaías: “A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça” (Isaías 42.3), ou seja, há esperança para que sua situação. Então, mude para melhor! Quando o cristão estiver com sua vida por um fio, pronto para tomar uma decisão errada que lhe custará, talvez, até a própria vida, deve pensar melhor na sua situação, tal como fez o filho pródigo: “… os jornaleiros de meu pai estão melhor do que eu. Eu vou levantar, voltar e buscar ajuda de meu pai. Vou lhe dizer: “Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho. Aceita-me como um dos teus trabalhadores”. O moço assim o fez e, num abrir e piscar de olhos, o horizonte se agigantou diante dele, a porta se abriu, o céu desceu e o que era tristeza tornou-se em alegria, a derrota tornou-se em vitória, a tempestade deu lugar à bonanza. Que maravilha! Tudo lhe foi restituído, houve festa, o bezerro cevado foi morto e o banquete foi servido porque o restolho reviveu depois de ter estado morto. Querido irmão e querida irmã em Cristo, isso só quem faz é Jesus de Nazaré justamente com o restolho, o remanescente, eu e você, trigo na lavoura do Senhor nosso Deus e não joio.