“Então, todas as árvores, disseram ao espinheiro: vem tu e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: se, na verdade, me unges rei sobre vós, vinde e confiai-vos debaixo da minha sombra, mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano” (Juízes 9.14-15).

A palavra de Deus é muito rica em fatos tristonhos e, também, jubilosos relacionados ao povo de Israel. Muitos fatos tristes foram resultados da desobediência e ingratidão por parte das doze tribos israelitas, pois fizeram escolhas que desagradaram ao Senhor. Quando eles decidiam servir ao Senhor de todo coração, Deus olhava para eles e saia-lhes ao socorro, porém, quando resolviam se afastar de Deus, este os abandonava e os entregava ao jugo cruel dos povos vizinhos que os faziam de escravos. Jotão, cujo significado em hebraico é “Jeová é perfeito”, foi o filho mais novo de Gideão. Por um milagre, escapou ao massacre promovido por seu irmão Abimeleque contra os outros setenta filhos de seu pai, executados sobre uma pedra (Juízes 9.5). Jotão se pôs um dia sobre o cume do monte Gerizim e proferiu uma parábola – a “parábola das árvores” –  e falou abertamente aos habitantes de Siquém, alertando-os de que escolheram um “rei-espinheiro”, Abimeleque, e, como fruto de sua escolha, iriam colher tribulação e assim sucedeu, pois os filhos de Israel serviram aos baalins, a astorote, aos deuses da Síria, aos deuses de Sidom, aos deuses de Moabe, aos deuses dos filhos de Amom, aos deuses dos filisteus, deixaram o Senhor e não o serviram e Deus os entregou à servidão tendo como opressores os filisteus e os amonitas (Juízes 10.6-18). Quando escolhemos mal as coisas para a nossa vida, os frutos não são os melhores. Quando a escolha é boa, acertada e na direção de Deus, os frutos são dignos de louvor e as bênçãos são constantes. O filho pródigo, ao deixar a casa paterna, levou em sua bagagem grande soma de dinheiro, todavia, escolheu gastá-lo com as meretrizes e amigos insensatos e, em pouco tempo, estava passando necessidades. O resultado foi parar numa pocilga e  disputar a comida com os porcos. Muitas vezes somos traídos pelas nossas próprias escolhas. Ló escolheu a área mias fértil do Jordão, as campinas, e armou as suas tendas até Sodoma. A terra era perfeita e produtiva, porém o povo era a pior espécie na terra do Oriente, o que provocou a ira de Deus que destruiu não só Sodoma, mas também Gomorra e todas as cidades vizinhas. Os frutos de uma boa escolha são conferidos a cada instante por quem faz a seleção e Deus derrama bênçãos sobre bênçãos sobre ele. Josué escolheu servir a Deus em vez de adorar aos deuses dos amorreus. Ele disse certa vez a Israel: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com sinceridade e com verdade… Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses aos serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais, porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24.14,15). Josué viveu cento e dez anos e sempre desfrutou da misericórdia e das bênçãos de Deus por suas escolhas serem acertadas. Não permita que o espinheiro venha a presidir sobre você! Escolha bem e decida conforme a vontade de Deus. Envolva-se com Jesus, com sua obra e você verá o que Ele é capaz de fazer por você e sua família. No livro do profeta Isaías está escrito: “Manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Isaías 7.15). As delícias da vida não são somente manteiga e mel, mas há outras maravilhas que, certamente, virão até você, desde que saiba escolher o melhor para sua vida: Jesus Cristo, o Salvador Eterno.