“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elizeu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lucas 4.27).

De vez enquanto, ouço algumas frases que me chamam a atenção. Esta semana, ouvi alguém dizer: “Eu sou um leproso político”. Ora se existe o leproso político, também existe uma infinidade de outros leprosos. A lepra sempre foi uma doença preocupante. Trata-se de uma infecção crônica do organismo produzida por um bacilo específico, chamado bacilo de Hansen. O termo em hebraico era “tzará´at”. Este vocábulo geralmente era traduzido por “lepra”, “leproso”. Embora a designação “lepra” não fosse correta do ponto de vista médico, pois “tzará´at” se referia a uma gama de doenças da pele, todavia era comum sua utilização. O Antigo Testamento cita algumas pessoas que ficaram leprosas: Moisés (Êx 4.6), Naamã (2 Reis 5.1), Miriã (Nm 12.10), Uzias (2 Rs 15.5), Geazi (2 Rs 5.27) e outros como os quatro leprosos de Samaria (2 Rs 7.3). O isolamento de um leproso era, sem dúvida alguma, para se evitar que a doença contagiasse outras pessoas. A doença provocava erupção da pele e, dependendo do local, deixava as pessoas deformadas. A Bíblia relata a cura de vários leprosos. Nos dias do profeta Elizeu, houve a cura do siro Naamã. No Novo Testamento, de uma só vez, Jesus curou dez leprosos. A lepra tem cura até hoje, pois “Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente” e é por isso que Ele é o médico que cura esta enfermidade tão cruel, bem como liberta o homem do seu estado pecaminoso, dando-lhe a salvação.   Na atualidade, a lepra é conhecida como hanseníase ou mal de Hansen, porque o médico descobridor do bacilo chamava-se Gerhard A. Hansen. Na Bíblia, a lepra é símbolo do pecado. Assim como a lepra afasta o leproso do seio de sua família, o pecado afasta o homem de Deus. Dentre os vários tipos de lepra, há um chamado de lepra branca, cujos sintomas são diferentes da lepra negra. Aquela provoca tanto dores quanto insensibilidade e esta não. De igual modo, o pecado torna o pecador insensível à voz do Espírito Santo. Paulo disse a Timóteo: “… virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências, e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4.3-4). Como é triste o leproso espiritual! Ele fica totalmente isolado de tudo quanto é ligado à santidade, à verdade, à pureza, à palavra do Senhor, aos dons espirituais e a outras coisas relacionadas à igreja de Cristo.  O leproso político, segundo entendi na fala e no estado em que estava o senhor que assim falou, é alguém que está sendo punido por amigos políticos. Estes estão isolando-o, por ser ele tal como um leproso, alguém que poderá contagiar o grupo do qual ele fazia parte em algum momento. É muito triste a situação de um leproso espiritual, ou seja, alguém que está isolado do mundo espiritual e mergulhado no mundo materialista, não crendo mais nas verdades que lhe foram ensinadas. Neste estado da “lepra”, ele cada vez mais está se distanciando de Deus, o único que pode livrá-lo dessa situação embaraçosa. A esses, Jesus Cristo oferece hoje a oportunidade de ser restaurado.