“E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido” (Efésios 4.17).

A palavra do apóstolo Paulo aos efésios foi apropriada e cheia de amor. Eles eram gentios e agora haviam alcançado a graça divina e, por conseguinte, não poderiam mais viver “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus” (Ef 4.18), ou seja, não seria comum a um salvo em Cristo praticar as mesmas obras que os ímpios praticavam, mesmo sendo na ignorância e pela dureza que havia em seus corações. Não é comum a um filho de Deus perder todo o sentimento pelos pais, pelos filhos, pelo céu, pela igreja de Cristo, pela obra do Senhor, pela família, pelo trabalho, por si mesmo, etc. Não é comum um cristão permanecer mergulhado no mar da tristeza, sem ânimo para ir à igreja, sem desejo de buscar a Deus em oração, ler e meditar na Bíblia, enfim, sem ter graça pelas coisas que se relacionam com Cristo Jesus. Não é comum um crente salvo abandonar de vez seus sonhos, seus objetivos de vida, sua fé e sua vontade de servir ao seu Senhor e Salvador. Quando isso acontece, o homem faz naufrágio na fé (1 Tm 1.19). Não é comum um cristão fervoroso se entregar a dissoluções e, com isso, viver e praticar toda sorte de impureza contra a sua carne e a sua alma, entregando-se aos desejos de seu coração. Não foi assim que aprenderam à luz do evangelho e dos ensinamentos apostólicos, conforme bem observa Paulo: “Os quais havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” (Efésios 4.19). Isso não é comum ao crente! Não é comum um salvo em Cristo viver mentindo, envolver-se em negócios escusos, praticar a corrupção, tentar adquirir riqueza através de jogos de azar e se envolver com pessoas que usam de má fé. Não é comum ao crente que uma vez aceitou o caminho da fé, e que foi justificado, regenerado e que tenha desfrutado de momentos agradáveis na presença de Deus, pela santificação, deixar o primeiro amor, olhar para trás e se permitir associar-se novamente com o inimigo de nossas vidas. Paulo alerta: “… quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” (Ef 4.22). Como é maravilhoso olhar para um crente, mesmo encontrando dificuldades de saúde, na área financeira, etc., lutar com todas as armas espirituais para permanecer firme e no caminho da fé cristã! Não é comum o crente não ter uma identidade somente. Não é comum ele ser chamado de crente na igreja e, fora dela, ninguém o respeitar. Se um ser humano é chamado de cristão é porque nasceu de novo, ou melhor, aceitou a Cristo como seu único Salvador e Senhor, e o serve em espírito e em verdade, tendo deixado as coisas velhas para trás e prosseguindo para o alvo, em busca de ideais melhores, as quais possam colocá-lo em harmonia com o céu. O homem só é uma nova criatura se achar em Cristo a razão de seu viver. É bom que ele tenha a mesma visão de Paulo, que disse: “Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo, na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). Quantas coisas nós fazemos que não são comuns a um servo do Deus Altíssimo fazer? Depois que o homem conhece o caminho da salvação e experimenta o novo nascimento, jamais deve permitir que os rudimentos do mundo tenham de novo lugar no seu coração. Paulo exortou os cristãos de Éfeso dizendo: “… não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido”. É comum aos crentes glorificar e exaltar o nome que é sobre todo o nome, Jesus de Nazaré. Amém!