“Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor” (Salmos 122.1).

“É irônico que, no momento em que o cristianismo celebra seu segundo milênio, o coração da civilização cristã esteja passando por um fenômeno bem diferente: a ausência de fiéis nos cultos, sejam católicos ou protestantes (…) Há mais turistas fascinados com arquitetura do que com o fervor religioso” (Revista Veja, nº 19, 16.5.2001). Esse trecho da reportagem da Veja, “Europa Sem Deus”, publicada recentemente, é de estarrecer qualquer cristão compromissado com a obra de Deus, aqueles que nasceram, cresceram e até hoje são fascinados pelo culto de louvor a Deus. A ausência de fiéis nos cultos é uma realidade não somente no continente europeu. Isso também está acontecendo aqui na América do Sul, no Brasil. Considerado o país do pentecostes, o Brasil vive momentos complicados, pois há um fastio espalhando-se de norte a sul, produzindo frieza naqueles que se propõem a cultuar a Deus. Hoje se come de tudo, menos a palavra de Deus. Fala-se tudo, menos os oráculos de Deus. Pensa-se em tudo, menos nas santas promessas divinas contidas na Bíblia. O salmista diz: “Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca” (Salmo 119.103). Talvez a razão seja porque houve mudanças ao longo dos séculos, porém, graças a Deus, a palavra de dEle não muda, assim como o Ele é imutável (Hb 6.18). A ausência dos irmãos nos cultos é sentida por todos nós. Combato essa prática desde que assumi o pastorado desta igreja, há pouco mais de um ano. Não sou de obrigar ninguém a compareer aos cultos. Acho que cada um tem o livre arbítrio para decidir se tornar ou não íntimo com o Espírito Santo, de ser ou não grato a Deus pelas bênçãos recebidas e de amar muito ou pouco a Jesus Cristo por uma tão grande salvação. Não somos mais meninos recém-nascidos, altamente dependentes. Pelo contrário, sentimos necessidade de Deus, de um alimento mais sólido e rico em poder. Lembremo-nos de que quanto mais amamos a Cristo, mas nos dedicamos à sua obra, mais tempo de nossa vida é vivido em sua casa. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais aumenta nosso desejo de conhecê-lo, e isso só é possível quando comparecemos regularmente aos cultos celebrados na igreja onde congregamos. Há um movimento, “a igreja de Cristo em casa”, que não valoriza a presença dos fiéis nos templos. As ofertas são pagas por boletos diretamente nos bancos e parece que a Santa Ceia é de importância. A palavra é ouvida pelo rádio e não existe calor humano entre os irmãos. Por isso, a comunhão é inexistente. Isso tudo promove frieza, desgosto pelas atividades espirituais, desânimo para se buscar o batismo com o Espírito Santo e, se o cristão não abrir bem os olhos, cedo, cedo estará fadado a ser um apóstata da fé ou um herege. Queridos irmãos, o meu alerta é para que não percamos o alvo, os objetivos e as diretrizes da vida Cristã que estudamos recentemente. Todavia, faz-se necessário mantermos o vínculo do amor, a união intrínseca. Para isso, devemos comparecer aos cultos a fim de não perdermos o fervor religioso, como muitos países já perderam. Deus nos livre e guarde! Façamos como o salmista: Vamos à casa do Senhor! Aleluia!