Fazer a obra pelo dever de consciência (Extraído do volume 1 da Coleção Nas Asas do Espírito, de autoria do pastor Orcélio)

“Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão” (Pv 6.7).

Salomão refere-se, no texto acima, à formiga, nome comum a várias espécies de insetos himenópteros. Ela, no verão, é incansável, trabalha com vigor e rapidez para armazenar víveres para o período do inverno, muito prejudicial a suas atividades. Jesus disse certa vez: “Trabalhai enquanto é dia”. O dia é o hoje, propício à evangelização. Inúmeras são as oportunidades que surgem diariamente nesse imenso território verde e amarelo, onde as pessoas são receptivas às boas novas. Até mesmo as leis e as autoridades são favoráveis a que se mude o quadro caótico de corrupção e crise de moralidade existente no Brasil mediante a pregação do evangelho de Jesus Cristo. Com as formigas, aprendemos que a união deve ser levada a sério por todos os membros. Se não houver união, jamais se consegue atingir com eficácia os alvos estabelecidos pela igreja. A formiga-correição é um exemplo de união. Esse grupo se desloca em colunas cerradas de milhares de indivíduos, tão unidas que os seus predadores encontram dificuldades para combatê-las: “Poderão andar dois juntos se não estiverem em comum acordo? (Am 3.3) É difícil. Se não houver união, o trabalho não rende e não se chega a lugar algum. A obra de Deus deve ser feita com o pleno dever da consciência, sabendo que se trata de uma obrigação – como diz Paulo – para com a pessoa de Cristo, por tudo que Ele fez pelo homem na cruz do calvário. Caso contrário, o crente será igual à formiga-doida, espécie de himenóptero muito comum na Amazônia, que corre de um lado para outro, incessantemente, sem atingir objetivo nenhum. Não é isso que Jesus deseja para sua Igreja, mas que cada salvo saiba possuir seu vaso em santificação e honra, procurando fazer o melhor para Deus. Os membros da Igreja, como organismo vivo, não podem viver dissociados uns dos outros. A Igreja é uma associação de salvos e remidos pelo sangue de Jesus Cristo, que lutam pelos mesmos propósitos, que almejam o céu como morada e que têm o Espírito Santo como fiel consolador. Por isso, deve viver como vivem as formigas-astecas, em associação. Elas constroem seus ninhos nos cacaueiros, onde vivem doce e suavemente a vida. O salmista diz: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133.1). O viver em união torna a vida mais útil, bela e cheia de momentos prazerosos. Fazer a obra pelo dever de consciência é ter o máximo de responsabilidade por aquilo que se faz na casa de Deus. É fazer sem esperar a recompensa humana, mas a proveniente do Senhor, o justo patrão, que a dará em dobro aos seus servos dedicados. É fazer com gosto, com vontade, com entusiasmo, sem medir esforços, agradecido por tudo que Jesus fez e faz por todos quantos o amam e o aceitam como Salvador e Senhor. Fazer a obra pelo dever de consciência é fazer com alegria e amor. O único cuidado quanto à união é evitar que ela resulte em blocos de amigos, famílias ou mesmo as famigeradas “panelinhas”, tão prejudiciais ao crescimento harmonioso da igreja. Quer trabalhar para Deus? Então, faça o trabalho consciente e com amor.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

Comentários no Facebook