“E os vossos olhos o verão, e direis: O Senhor seja engrandecido além dos termos de Israel.” (Malaquias 1.5).

É muito edificante quando lemos na Bíblia uma palavra de esperança. O próprio Deus estimula o Seu povo a ter esperança: “E os vossos olhos o verão…”, isto é a pura esperança. Paulo assemelha à esperança a fé; “Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” (Rm 8.24). A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e das coisas que se não vê. O profeta Malaquias é considerado o profeta da esperança. Ele inicia o seu ministério num momento difícil para o povo judeu. Este tinha retornado do exílio impulsionado por altas esperanças, crendo nas promessas que Deus havia feito a Abraão, a Isaque e a Jacó. Mesmo sofrendo com a pressão política de seus inimigos, lutavam também contra a seca e consequentemente, as más colheitas e a fome. Em meio ao grande desânimo, chegam até mesmo a duvidar do amor de Deus e colocaram em xeque a justiça do governo moral do Senhor dos Exércitos. Argumentaram que não havia proveito na obediência aos Seus mandamentos e em andar penitentemente perante Ele, pois eram os ímpios, que dependiam de si mesmos, e eram eles que prosperavam. O povo passou por uma moenda e Malaquias os ensinou a serem prósperos e serem firmes na esperança em Deus. Após o retorno do cativeiro, Israel depositou a sua esperança na reconstrução e prosperidade inspiradas por Ageu e Zacarias. A esperança demorada desiludiu toda a nação, ao ponto de duvidarem da bondade, compaixão e fidelidade do Senhor. Não obstante terem sido curados da idolatria durante o cativeiro, o culto passou a ser negligenciado e profanado por Israel. Pois até os sacerdotes eram negligentes ao ofício do culto. Como que das cinzas da incredulidade, surgiu Malaquias condenando todo esse estado de coisas. Trazendo a eles a esperança nas promessas divinas, porém, seria preciso arrependimento, concerto e santificação. Relembrando o amor de Deus para com o seu povo e apontando para uma esperança purificadora através do fogo para santificá-lo a fim de alcançar a salvação que viria sob as asas do sol da justiça, Malaquias encontra nos corações vontade e disposição para absolver a mensagem e através dela se reconciliar com Deus, através da viva esperança. Paulo nos ensina: “Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15.13). A nossa esperança é preciosa, consoladora e capaz de proporcionar alento ao mais triste pecador! Aceite o que a Bíblia diz: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Rm 12.12).

Não perca jamais a sua esperança em Deus e nos seus sonhos de vida.