“E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás.” (2 Coríntios 2.10).

É muito comum hoje em dia você encontrar alguém que esteja atravessando por uma crise, seja ela financeira, afetiva, de relacionamento conjugal, ou na área da saúde e até mesmo de cunho espiritual, chegando a afetar o desempenho da pessoa em várias áreas de sua vida. Ao longo destes últimos trinta anos de meu ministério de aconselhamento pastoral, tenho me deparado com famílias inteiras com algum tipo de dificuldades e qualquer que seja o problema, sempre existe um fator motivador da causa, o qual é capaz de proporcionar um mergulho no “lago do caos”, na “praia do desespero” ou até mesmo no “mar da perdição”. As crises no âmbito dos relacionamentos são as mais frequentes nestas últimas duas décadas. Nunca se viu tanta gente se juntando e depois se separando e se divorciando e o elemento causador de tudo é unicamente a falta de perdão. O perdão tem sido uma palavra que não tem provocado grandes efeitos nas pessoas, porquanto, elas mesmas não acreditam na eficácia que ele tem. O perdão, devido a dureza de coração das pessoas, não está exercendo nos corações arrependimento, nem emoção capaz de animar, despertar e motivar as vidas envolvidas na crise a chegarem novamente a terem paz e consequentemente ser feliz de novo, sem pensar mais nos problemas passados. O ato de perdoar parece que não atinge o coração, a alma, mas fica somente da boca para fora e o resultado não é o esperado conforme os ensinamentos bíblicos. O perdão é para solucionar o problema e tirar as pessoas da situação difícil em que se encontram e colocá-las em situação de paz e harmonia, sem deixar rastros de amarguras ou feridas na alma e no coração. O perdão é formado de cinco letras abençoadas e não cinco dificuldades. O perdão tem o dever de fazer cessar o sentimento de ressentimento, ódio, raiva contra o semelhante ou contra si mesmo. Ele é um processo mental ou espiritual que necessita do amor para que haja a verdadeira reconciliação. A Bíblia diz: “De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza.” (2 Co 2.7). Quantos cristãos estão morrendo de tristeza porque o perdão não chega em suas vidas, ou melhor, porque eles não encontram fé suficiente para exercer o poder que o perdão tem. Perdão é um ato de amor; Esquecer tudo que motivou o ressentimento, a contenda e o ódio, é o que chamo de perdão verdadeiro; Reparar um dano, uma falta, dando inicio novamente uma grande amizade, de modo a enterrar toda a mágoa e curar as feridas abertas pela falta de amor, compreensão, é o que chamo de perdão real. Perdão é confissão sincera; Doar, sim doar! Quando a pessoa se doa ao outro em amor e sinceridade de espírito, está praticando um ato nobre chamado perdão. Quando ambos conseguem dar “meia volta” na crise e seguirem novo rumo debaixo da graça, da unção e permissão do Espírito Santo, esquecendo-se das coisas que para trás ficam, e sendo renovados em puro amor, então eu chamo isto de perdão perfeito; Amor é a pura expressão do perdão. Não existe perdão sem amor. O amor diz Paulo, “tudo sofre, tudo suporta, tudo crer e não trata com leviandade”; Esse é o perdão ensinado por Cristo; e Oportunidade é a palavra exata para recomeçar uma nova vida, bastando tão somente o perdão sincero entre os que necessitam dele para viverem felizes. Para reatar uma amizade arranhada pelas palavras mal aplicadas e por ressentimentos que se espalharam ao longo de um relacionamento conjugal ou não, os quais promoveram o afastamento de vidas que se amavam e contribuiu para extinguir a união perfeita entre cônjuges, então, a oportunidade é esta: Perdoe, Perdoe e mais uma vez perdoe! “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1.9). E mais: “Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.” (Mt 18.35).