“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5.39-41).

É muito comum hoje em dia as pessoas dizerem: é meu inimigo. Essa frase é complementada no ambiente congressista: “meu inimigo político”. Existem os inimigos declarados e os não declarados. Estes últimos a pessoa tem maior preocupação e cuidados, sabendo que a qualquer instante poderá ser alvejado pelo ódio e raiva por parte do seu desafeto. Abrão Lincoln, ex-presidente dos Estados Unidos da América disse certa vez: “Eu destruo meus inimigos quando faço deles meus amigos”. Esta frase é uma realidade, porém, quem se aproxima do seu inimigo para fazer dele um amigo? Somente o Evangelho de Cristo é capaz de transformar nossos inimigos em amigos fiéis. O salmista aponta como inimigos de Deus todos quantos praticam o pecado: “Pois eis que os teus inimigos, Senhor, eis que os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniqüidade” (Sl 92.9). No Novo Testamento, Tiago aponta os inimigos de Deus da seguinte maneira: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg 4.4). Somente a amizade com o mundo, já coloca o homem como inimigo do Senhor Todo Poderoso. Jesus tem uma postura mais branda, porém voltada para o cumprimento prático do verdadeiro amor cristão: “… qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.”. Quem assim procede, certamente, fará de seu inimigo um amigo, ou seja, destruir o inimigo à base do amor, tornando-o amigo. Davi em seu cântico de vitória disse: “Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e nunca me tornei até que os consumisse.” (2 Sm 22.38). O rei Davi não dava trégua aos seus adversários, visto que eles, não queriam que o jovem monarca vivesse. Quando ele escreve o salmo 143 assim se expressa: “Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.” (Sl 143.9). Davi se escondia em Deus. O que fazer com os meus inimigos? Ore por eles, interceda por eles com amor e aguarde Deus transformá-los em seus inimigos. Jamais os entregue nas mãos de Deus para que Este faça justiça ou pese as Suas mãos. Tenha misericórdia de seus inimigos e lute para que eles um dia sentem-se a sua mesa.