“Então, ele disse: que penhor é que te darei? E ela disse: o teu selo, e o teu lenço, e o teu cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e entrou a ela; e ela concebeu dele”. (Gênesis 38.18).

O cristão vigilante e que tem desejo de preservar a vida eterna em Cristo, jamais deve negociar os seus bens espirituais, principalmente a sua fé, a sua salvação e os seus dons recebidos de Deus. A Bíblia é bem clara ao afirmar que o Diabo veio ao mundo com triples propósito: “…matar, roubar e destruir…”, Jesus veio que tivéssemos vida e vida em abundância. Objetivos totalmente opostos. Um visa a destruição, a morte, e o outro a preservação da vida, a felicidade, a paz e a vida eterna com o Criador Eterno. A vida é marcada por ganhadores e perdedores. Os que ganham ficam felizes por receberem as benesses, quer sejam pelos seus esforços no trabalho ou não; porém, o outro grupo, os perdedores, geralmente, se sentem tristes e alguns se frustram diante dos sonhos e objetivos da vida futura e acabam desiludidos de tudo e de todos, chegando até a mergulharem em profundo estado de depressão. As piores perdas não são as dos bens materiais, mas as dos bens espirituais, as quais muitas delas não são reparáveis com facilidade. Tomo por exemplo a vida de Judá que, por alguns instantes não vigiou e acabou tendo que entregar três coisas de fundamental importância para sua reputação a Tamar, sua nora que se passou por prostituta para seduzi-lo. Ela foi mulher de Er e Onã, respectivamente, os quais foram mortos sequencialmente por Deus. Judá deu como penhor a Tamar o seu selo(anel), o seu lenço(cordão) e por último o seu cajado. Essas três coisas têm significados espirituais por cada um cristão que é fiel ao Senhor. O selo representa a marca registrada do cristão. O selo é a sua identidade. Ele no Novo Testamento é um dos símbolos da presença do Espírito Santo em sua vida. Satanás tudo faz para nos tirar o selo, o anel que você recebeu de Deus quando aceitou a Cristo, Seu Filho como Senhor e Salvador. Judá penhorou o seu selo. O lenço servia além de outras funções para enxugar as lágrimas. Ele simboliza a comunhão, a intimidade do homem com o Espírito Santo. Judá penhorou o seu lenço. Por último, o cajado é símbolo de autoridade, de poder e também identifica que a pessoa é pastor ou pastora de ovelhas. Judá penhorou seu cajado. Davi não largava o seu cajado. Mesmo tendo que lutar contra o gigante filisteu por nome Golias, ele o levou consigo e venceu seu adversário. Jacó saiu fugido de seu irmão Esaú e levou o seu cajado nas mãos, mesmo não tendo ovelhas, mas todas saberiam que ele era pastor. Vinte anos depois ele voltou a terra de seus pais e trazia na mão o seu cajado. O cajado é símbolo de autoridade. Moisés o portava e com ele realizou muitos milagres. Não permita que Satanás lhe tire estas três coisas preciosas: o seu selo, o seu lenço e o seu cajado. Respectivamente, o Espírito Santo, a comunhão e a sua autoridade espiritual.