Corte a corda

“Disse Paulo ao centurião e aos soldados: se estes não permanecerem a bordo, vós não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram afastar-se” (Atos dos Apóstolos 27.341,32).

A passagem acima, do grande naufrágio do Novo Testamento – sem perda humana, apenas da embarcação e de sua carga – serve de alerta a todos quantos estão preocupados e presos a este mundo por qualquer motivo, que não tem coragem de cortar a corda… A tripulação daquele barco já havia feito de tudo para sair do centro da tempestade, chegando até mesmo a aliviar toda a carga, jogando-a no mar, porém, sem sucesso. De igual forma os marinheiros de um barco onde estava o profeta Jonas, que fugia de Deus, se refugiou no porão de um navio e causou tremendo desconforto a uma tripulação inteira. Paulo, um dos tripulantes, estava preso, sendo levado para Roma, todavia, assumiu de vez o controle espiritual da situação. Ele contou a todos o que Deus lhe houvera dito e na embarcação havia alguns que não criam nas visões que tivera o apóstolo, diretamente, de Cristo: “Ficando eles todos a bordo, ninguém pereceria, porém, se alguém abandonasse o navio iria morrer. Os incrédulos a bordo eram uma realidade, e dois deles acharam por bem lançar o bote salva-vidas ao mar para afastarem-se o mais depressa possível da cena de ação e Paulo não os deixou, responsabilizando-os pela salvação do resto da tripulação. Eles com medo cortaram os cabos que prendiam o bote e ficaram esperando o desfecho da cena, a qual foi maravilhosa para os tripulantes, menos para a embarcação. Quantas coisas materiais e espirituais, também, impedem os cristãos de servirem com liberdade ao seu Senhor. Alguns estão presos ao bem-estar familiar, não arriscam sacrifícios, nem mesmo pela fé, tudo fazem para dar a si e aos seus o melhor desta vida, mesmo com o sacrifício da Obra de Deus e de seu ministério; outros há, que no afã de tornarem-se “alguém”, esquecem até mesmo das bênçãos recebidas de Cristo, de seus irmãos na fé e porque não dizer, da igreja e também da própria família. Também, há aqueles que não exercitam mais a fé em sua vida cristã, ou seja, a fé que antes era uma âncora para sua alma, tinha esperança em tudo que intentava fazer, hoje já naufragou, não crendo nas principais doutrinas e verdades bíblicas, a ponto de serem chamados de ateus, “mornos espirituais”. Conta-se certa história, de um desportista que era famoso na prática de alpinismo. Confiava em sua habilidade que lhe era peculiar e na palamenta, pois era de alto grau de segurança. Um dia, ele escalava uma montanha muito alta, chovia um pouco e o sol já havia se posto há tempo. Em determinada altura – dentro da noite escura sem luar – um mosquetão partiu e ele despencou lá de cima. Naquele momento, clamou: “Deus me socorre” e a corda estancou. Ele continuou: “Deus, se tu me livrares desta eu prometo crer em Ti fielmente e seguir-te com todo amor de minha alma”. Então ele ouviu uma voz que lhe falou claramente ao seu coração: “se crês realmente em Mim, corte a corda!” – então ele pensou, pensou… Pela manhã, os bombeiros encontraram aquele homem coberto de neve, morto, a cerca de um metro do chão. Ele não teve fé suficiente para cortar a corda. Se ele tivesse cortado teria caído no meio da neve e teria se salvado, pois estava a uma pequena altura do solo. Ele não creu o suficiente para cortar a corda. E você, o quem tem te impedido de servir melhor ao teu Deus? Há algo que está te impossibilitando de ter uma vida cristã saudável, edificante? Então corte a corda! E seja feliz com Cristo!

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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