Palavras recheadas com a verdade

“Eu Sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15.5).

A escassez de palavras firmes e capazes de merecerem total credibilidade por parte dos que nos ouvem dia após dia, é muito evidente nos dias de hoje, ainda mais porque as pessoas estão evitando se falarem preferindo o celular o entretenimento com algum aparelho eletrônico.  A família cristã, mais do que nunca precisa utilizar a palavra como uma fonte de credibilidade. Todos na família devem fazer um esforço sobrenatural para falar a verdade. A verdade dignifica a pessoa, o nome da família, da igreja e engrandece a pessoa de Jesus Cristo, o Salvador Eterno. O mundo precisa ouvir palavras recheadas com a verdade, misturadas à fé e ao amor. A sociedade moderna espera que as instituições, sejam elas evangélicas ou não, falem a verdade, profiram palavras com inteira firmeza e sejam regadas de pura integridade. O salmista diz: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Salmos 14.3). Quem não faz o bem, certamente, não fala coisas boas. A igreja de Cristo tudo deve fazer para não manchar sua credibilidade e suas vestes espirituais: “Em todo tempo sejam alvos os vossos vestidos…”. É preciso que a família produza frutos dignos de toda a aceitação, ou seja, cheios atitudes verdadeiras, untadas de azeite procedente do Espírito Santo. Quando o coração do crente está cheio de coisas boas ele falará de coisas boas, caso contrário, falará coisas ruins. A Bíblia diz: “A boca fala daquilo que o coração está cheio”, diz a Palavra de Deus. Toda família cristã deve tudo fazer para purificar o coração, a morada do Espírito. A igreja deve ser diferente e dar ao mundo uma resposta convincente, uma lição de integridade e valor moral: falando e praticando o que é correto e digno. A igreja é composta das famílias salvas, as quais têm um compromisso com a verdade, e essa verdade é Cristo: “Eu sou o caminho e a verdade…”. As palavras proferidas pelos homens estão cada vez mais estão sendo pesadas nas balanças, de Deus e da sociedade de um modo geral. Quando achadas em falta, o crédito cai por terra, a garantia desaparece e os homens tornam-se céticos, e aos poucos vão deixando de lado valores tão importantes para conduzirem as famílias pelo caminho da santidade, da pureza e da ética cristã. A família cristã é tida e havida como santa e pura, pela Bíblia. Ela tem a obrigação de ser sal e luz e manter uma fala, um discurso retilíneo, sem variações, cheio de veracidade e polidez, a fim de preservar o bom nome de Jesus Cristo, do Evangelho e da Instituição Evangélica a qual pertence e dela dá testemunho perante a sociedade. Promessas se fazem, programas se elaboram, teorias se formulam, em fim, há um caudal de palavras humanas, porém, eivada de folhas secas, insegurança e vícios insuperáveis, isso porque o próprio homem falível como é não se esforça para produzir palavras que agradem a Deus e comovam os corações daqueles que dignamente formam a nossa sociedade, à maioria descrente, que não acreditam mais que seus semelhantes possam falar a verdade uns perante os outros, conforme vaticinou o Mestre: “Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mal; porque pelo fruto se conhece a árvore. Digo-vos que de toda palavra frívola que proferem os homens, dela darão conta no dia do juízo” (Mateus 12.33,36). Como videira verdadeira, Cristo espera que as famílias: varas dessa gigante Oliveira, a Ele ligadas, desfrutem da gloriosa seiva para o fortalecimento, mas produzam frutos da vide, ou seja, a fala da família cristã deve ser sim, sim, não, não. Todas as famílias cristãs devem ter um só propósito, uma só meta: falar simplesmente a verdade, ou seja, palavras recheadas com a verdade!

 

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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