“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5.7).

A palavra “Páscoa”, no hebraico “pessach”, que significa passagem, visto que o anjo da morte passou por sobre as casas e nada aconteceu aos primogênitos judeus, porque havia sangue nos umbrais das portas. A páscoa é comemorada no calendário cristão, com uma finalidade diferente da páscoa judaica.  A páscoa judaica, conhecida como Festa da Libertação, celebra a libertação do jugo egípcio, a páscoa cristã relembra a paixão de Cristo, cuja morte foi para salvar o homem dos seus pecados e lhe oferecer a salvação. Jesus é a nossa páscoa, diz a Bíblia, todavia, acaba-se a necessidade de se imolar um cordeiro para o sacrifício pascal, porquanto, o Cordeiro de Deus, morreu uma só vez para oferecer ao homem condições de vida eterna: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne. Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” (Hebreus 9.12-14). Não havendo tempo para a massa levedar ao sair do Egito, o pão feito depois foi sem fermento. O fermento é símbolo do pecado e por isso a páscoa deve ser comemorada para que haja uma reflexão da vida e o homem possa pedir perdão dos seus pecados ao Senhor. As ervas amargas são parte do cardápio para as comemorações de “pessach” porque elas representam o lado amargo e cruel da escravidão egípcia.A Bíblia manda-nos alimparmos do fermento velho: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Co 5.7). Deus quer que sejamos uma nova massa, mas para isso é preciso nascer de novo, ou seja, nascer da água e do Espírito. Na última ceia realizada por Cristo aqui na terra, Ele instituiu como símbolos desta nova aliança, o pão que simboliza o Seu próprio corpo e o vinho que aponta para o Seu precioso sangue derramado na cruz do Calvário: “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” (Lucas 22.19,20). Saiba que o homem ao longo dos anos, talvez por uma tradição consumista e capitalista, tem colocado outros símbolos para a páscoa, como o coelho, o tradicional ovo de páscoa, outras guloseimas de chocolate, etc., mas isso não tira o brilho e o verdadeiro significado da páscoa, que é a lembrança da morte de Jesus Cristo por todos nós. Feliz páscoa a todos!