“E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra, a salvo” (Atos 27.44).

O livro, Atos dos apóstolos, é denominado de “livro histórico” do Novo Testamento e retrata os primórdios da Igreja Primitiva e destaca os atos, principalmente, de Pedro e de Paulo. Quando o alarme e as sirenes de bordo tocaram para comunicar a toda a tripulação que o navio estava em eminente perigo, a correria deve ter sido grande. O número de pessoas a bordo era de 276 pessoas. O navio encalhou de proa nas pedras e o vento jogou a sua popa de encontro aos demais rochedos e o mesmo foi destruído e acabou naufragando. Tal fato serve-nos de alerta quanto a nossa vida espiritual. O navio antes de ser dado como perda total, ou seja, ter naufragado, o seu comandante mandou que aliviassem o navio, jogando a sua carga no mar. Quantos têm morrido espiritualmente porque não atentam para pequenos detalhes de seu viver nesta terra. O salmista nos ensina um bom conselho: “Bem-aventurado o varão que não ANDA segundo o conselho dos ímpios, nem se DETÉM no caminho dos pecadores, nem se ASSENTA na roda dos escarnecedores” (Salmos 1.1). O cristão, antes de cair de vez no laço do passarinheiro, ou seja, fazer naufrágio da fé e abandonar o caminho da salvação é alertado pelo Espírito Santo que não fica satisfeito com a fraqueza espiritual. Antes dele chegar ao estágio denominado “morte espiritual”, alguns sintomas se apresentam em sua vida e para isso, ele precisa refletir atentamente, são eles: a oração começa a ser reduzida em sua vida; a leitura e meditação da Bíblia sempre vão ficando em segundo plano; para ir aos cultos inúmeras dificuldades e compromissos surgem no seu caminho, de modo que as coisas que são de baixo são prioritárias em relação as coisas que são de cima.  As perigosas amizades quase sempre são as causas de nos afastarmos do Senhor Jesus Cristo. O crente começa ANDANDO, depois se DETÉM e por fim se ASSENTA na roda dos escarnecedores, então, neste estágio, o barco começa a fazer água e se não vigiar acabará indo a pique. Esses sintomas em lide, geralmente, precedem a queda do cristão. Quando o crente deixa de orar, de conversar com Deus, em seguida abandona a fonte de alimentação da alma, a Palavra de Deus e se afasta da comunhão de sua igreja, então, será inevitável o seu naufrágio na fé. Meu conselho hoje é para você passar a manobrar com o timão de sua vida e ter mais cuidado com a derrota de seu navio, ou melhor, de sua vida espiritual. Paulo orientou a tripulação do navio a ter bom ânimo, depois mandou que todos se alimentassem, e o comandante, por sua vez, fez a sua parte: mandou aliviar a embarcação, jogando a carga no mar. Têm momentos de nossa vida que se faz necessário jogar fora, no mar da vida, tudo aquilo que está atrapalhando o nosso caminhar ao lado de Cristo. Em alguns casos, onde a crise já tenha se instalado, é aconselhável lançar fora o indesejável, ou seja, tudo que está atrapalhando o agir do Espírito Santo em sua vida. Se o navio está afundando, então, é hora de fazer alguma coisa!