“Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo; e que também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e que há desvarios no seu coração enquanto vivem, e depois se vão aos mortos.” (Eclesiastes 9.3).

Quando a pessoa não conhece de fato a Jesus Cristo e não lhe obedece no seu dia a dia, e nem permite que o Senhor dite as normas do seu viver, então, a pessoa é motivada e controlada por um sentimento egoísta, o qual vai se alastrando no homem interior até afastá-lo totalmente de Cristo e do convívio cristão, além de contribuir para azedar o relacionamento conjugal. Há inúmeros ensinadores da Palavra de Deus que consideram o egoísmo como o grande causador da destruição dos lares modernos. Ele não é identificado com facilidade, mas seus efeitos e o rastro de maldade é sentido de modo que destrói vidas e lares inteiros. Paulo escrevendo a seu filho na fé Timóteo ele diz: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Tm 3.1-5). Homens amantes de si mesmos são egoístas.

“Amantes de si mesmos”, ou melhor egoístas, que não conseguem dividir as coisas boas com ninguém, nem mesmo com aquelas pessoas que estão ao seu lado frequentemente, tais como o cônjuge e os filhos, quanto mais o estranho. Os demais adjetivos colocados por Paulo fecham o campo semântico, porquanto o egoísta tem de tudo um pouco. As preferências pessoas quando não são compartilhadas deságuam no mar do egocentrismo e leva a pessoa ao isolamento, pois o relacionamento com tudo e com todos é tremendamente afetado e neste caso, somente Jesus Cristo agindo eficazmente pode curar o egoísmo, o qual considero uma doença.  O egoísmo é um problema que precisa ser combatido com oração, muito esforço, porquanto, quem o pratica não consegue vê-lo como um problema pessoal e por isso não se desperta para combatê-lo. Um dos maiores pensadores e defensores do cristianismo de seu tempo, o estadunidense Henry Ward Beecher disse a seguinte frase: “O egoísmo é aquele vício detestável que ninguém perdoará nos outros, e ninguém está sem ele dentro de si.” Quando o egoísmo se instala no homem, ele não consegue observar no outro, principalmente, no seu cônjuge as virtudes e as coisas boas que o outro faz. Paulo escrevendo aos Coríntios disse: “Porque não ignoramos os seus ardis.” (2 Co 2.11). É preciso que aquele que almeja o céu, não ignore as artimanhas e as perversidades que o Diabo promove para atrapalhar o caminhar do cristão. Quando o egoísmo se enraíza no coração do homem, ele não consegue perceber os seus atos mesquinhos. É preciso nascer de novo para que haja uma transformação eficaz em sua vida e tudo começa quando ele mesmo passa a fazer um alto exame de si mesmo. O homem nesse estado, em lide, está totalmente controlado pelo egoísmo e isso é prejudicial à vida cristã. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e no mais Ele tudo fará”, é o conselho do Salmista.