“…Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.40).

Constantemente estou enfatizando a questão do racionamento de energia elétrica por parte de todos nós brasileiros e procuro sempre tirar dessa crise assombrosa, lições espirituais para a Igreja. A Igreja de Cristo como é a “luz do mundo” e jamais poderá deixar sua luz ser apagada diante das adversidades da vida e do mundo; este vive no “apagão espiritual”, não sabendo para onde vai (João 12.35). O mercado hoje em dia tem se preocupado muito com a telefonia. Algum tempo atrás, um reporte afirmou: “…se houver o apagão, estaremos sentenciados ao fenômeno do “caladão!”, isto porque a comunicação por meio da voz iria se apagar também. E isso é uma pura verdade. As torres de telefonia celulares não possuem geradores próprios e centenas de centrais telefônicas convencionais também carecem de energia própria o que poderia levar a um verdadeiro colapso, já denominado “caladão”, todavia, os aparelhos telefônicos ficariam totalmente mudos. Relacionando este fato ãs palavras ditas por Cristo, aos fariseus, os quais lhes disseram: “…Mestre, repreende os teus discípulos”(Lc 19.39); e Jesus sabiamente responde-os que, se eles (os discípulos) se calarem as próprias pedras clamariam. Esta afirmativa de Jesus se constitui para a igreja num grande alerta, ante os fatos que se evidenciam atualmente na mídia: – poderá haver corte de energia elétrica – mas a Igreja de Cristo tem sua luz própria e jamais deixará seu brilho ser ofuscado pelas adversidades da vida; – poderá haver um colapso na rede de telefonia, e levar milhões de pessoas a não se comunicarem, o fenômeno “caladão” – mas a Igreja de Cristo não poderá se calar, porque é hora de expandir o Evangelho de Jesus, abrirmos a boca e proclamar com ousadia as boas novas de salvação. Paulo diz: “porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação, e ai de mim, se não anunciar o Evangelho! (I Co 9.16). Conclamo a todos que tem a obrigação de pregar a palavra de Deus, a não deixar de abrir a sua boca para anunciar o evangelho a toda a criatura que necessita de Cristo, de salvação, de cura e de libertação. Não podemos permitir, jamais, que exista entre nós evangélicos “caladões”, mas que exista pessoas salvas, dispostas e animadas para tocarem a buzina e expandirem o reino de Deus aqui na terra. Assim procedendo as pedras não irão clamar.