“Aquele, pois que cuida está em pé, olhe, não caia” (1 Coríntios 10.12).

É muito comum no meio cristão compartilhar alguns assuntos de cunhos particulares e até mesmo pessoal, pelo simples fato de que a própria Bíblia recomenda que se leve as cargas uns dos outros, e para que isso se torne uma realidade trocam-se idéias, se estreita os laços de amizade, em fim, toma-se conhecimento do tamanho da carga do outro e faz-se uma análise se é possível ou não ajudar a carregar a carga do outro, por maior que seja o problema. Esse tipo de relacionamento é orientado por Paulo: “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade” (Rm 12.13). O mesmo apóstolo escrevendo aos tessalonicenses diz que manteve uma comunicação com eles muito íntima, não somente na esfera do evangelho, pois era uma obrigação dele como evangelista, mas levou aos irmãos assuntos untados de amor, piedade e de extrema comunhão: “Assim vós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos” (1 Ts 2.8). Quando somos queridos uns dos outros, então, não existem segredos, e o nível da conversa, do assunto e da comunicação muitas vezes foge do campo espiritual e de amizade somente, para um tratamento mais pessoal, que às vezes não traz benefícios, todavia, serve somente para afastar as pessoas uns dos outros. Por quê? Porque assunto nessa esfera de amizade é para, no mínimo, serem tratados por profissionais ou orientadores espirituais credenciados que tenham habilidade e preparo, além de conhecerem, também, as normas sobre o aconselhamento cristão e o relacionamento de alto ajuda. Aconselhar não é trocar idéias e pronto. É muito mais que isso, é se comprometer em ajudar até que o problema seja de fato solucionado e a pessoa volte a respirar comunhão com Deus e com o seu semelhante, volte a ter santidade e paz de espírito, e isso, não é da noite para o dia. Muitos que não são chamados para uma tarefa de aconselhamento, estão assim procedendo e por não terem a autorização do Espírito Santo, acabam ajudando o seu irmão cair em algum tipo de cilada, mesmo sem ter a intenção. Cuidado!