“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmos 103.2).

Quantos paraquedistas perderam suas vidas porque os seus paraquedas não abriram no momento preciso? Infelizmente, o teste é feito nas alturas! Se ele abrir, glória, se permanecer fechado é perigo de morte na certa. Vez por outra se toma conhecimento de que alguém sofreu algum acidente porque o seu paraquedas não se abriu. A responsabilidade de quem dobra um paraquedas é muito grande, pois todo aquele que se utiliza desse instrumento precisa ter a total confiança de que ele irá funcionar perfeitamente quando for acionado, aliás é uma vida que está em jogo. Quem dobra o paraquedas torna-se responsável direto pela vida de quem se utilizará dele. A vida espiritual apresenta traços semelhantes, e é de fundamental importância que o paraquedas do cristão seja dobrado com perfeita segurança e extrema responsabilidade. Quantas pessoas se comprometem em orar, interceder por alguém necessitado, ou seja, se responsabiliza em dobrar o paraquedas do outro e no entanto não o faz a contento. A Bíblia diz: “Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos.” (Salmos 119.14). Tal como o salmista fez para com a Palavra de Deus, assim precisamos ser verdadeiros e orarmos por quem nos pede ajuda. Assumir o compromisso de dobrar o paraquedas do seu semelhante é ajudá-lo em oração e em suas necessidades sejam elas básicas ou não. A história fala de um piloto de caça da Marinha Norte Americana, Joseph Charles Plumb Jr., que participou durante a guerra no Vietnã. Uma das histórias de educação emocional da vida deste piloto retrata de um acidente com seu avião de caça no perímetro da guerra. O mesmo foi abatido e por conseguinte, teve que emergencialmente lançar mão do seu paraquedas que funcionou muito bem e ele se salvou, porém, foi capturado pelos vietnamitas e ficou preso vários anos. Quando ele voltou ao seu país e estava num restaurante alguém o reconheceu e dele se aproximou e lhe disse: – Você é o capitão Plumb? – sim, sou eu mesmo, disse Plumb. – E o senhor quem és? Sou o marinheiro que tinha a incumbência de dobrar o seu paraquedas no porta-aviões. Com chuva ou com sol, no calor ou no frio ele dobrava com carinho e responsabilidade, sempre na esperança que tudo desse certo com o piloto. Plumb ficou emocionado e agradeceu ao velho marinheiro a sua própria vida. Se fora salvo durante a queda do avião, é porque alguém havia dobrado corretamente o seu paraquedas. Plumb em suas meditações lembrou-se que viu aquele marinheiro dobrar o seu paraquedas por diversas vezes, porém, jamais lhe dirigiu uma palavra de gratidão ou mesmo lhe disse alguma coisa edificante, simplesmente o ignorou. Agora, fazendo uma retrospectiva do passado de guerra, quando ele teve a sua vida salva por um paraquedas que se abriu, e que sua vida esteve nas mãos de quem dobrava o seu paraquedas, percebeu que palavras de gratidão seria o mínimo que ele poderia ter dito àquele marinheiro. Cada igreja possui um grupo pequeno de pessoas que dobram os paraquedas da maioria que só querem ser pilotos. Eles mesmos não dobram seus paraquedas, mas confiam num pequeno grupo que não tem hora para orar e nem tem enfermidade que os impeça de interceder, pois, trata-se de um ministério abençoado por Deus. A você que se sente seguro, animado na vida e desfrutando das bênçãos celestiais, saiba agradecer aqueles poucos militantes que cuidam de sua vida que dobram o seu paraquedas e que intercedem dia após dia por você. Se você não faz esse tipo de agradecimento ao seu semelhante, que dobra o seu paraquedas, então faça como fez o salmista: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmos 103.2).