“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2 Timóteo 4.5).

O sucesso e a abundância de bens, nem sempre traduzem a presença de Deus e o aval de que o Senhor está de fato abençoando a pessoa. Nos dias de José isso era notório, onde o servo do Senhor colocava os seus pés, Deus abençoava o local. O mesmo se deu com Jacó, como Labão foi grandemente abençoado e próspero, tudo porque Deus tinha um propósito com Jacó e Jacó trabalhava para Labão. Hoje, os tempos são outros. O coração de muitos está voltado intensamente para o amor aos bens materiais, não deixando um espaço para o agradecimento e a glorificação do nome de Jesus Cristo, assim sendo, os tais adquirem variados bens, ganham bastante dinheiro e nunca saem da dificuldade e não conseguem a alegria completa para a alma.  O apóstolo Paulo não era um homem rico, não tinha muitos bens materiais, não era apegado as coisas terrenas e assim trilhou a sua vida padecendo pela causa nobre do Evangelho de Cristo, de modo que suportou inúmeras adversidades para promover o crescimento e engrandecimento do Reino de Deus. O que se leva para a eternidade não são os bens materiais e nem a carreira, os cargos e os títulos, mas o caráter, a alma limpa e sadia. Deus está mais interessado em você do que em seus bens. Paulo disse ao longo de sua vida cristã: “Combati o bom combate acabei a carreira e guardei a fé” (2 Timóteo 4.7). O apóstolo dos gentios soube guardar algo para a eternidade: a sua reputação, a sua integridade, a sua fé. Fé aqui pode também ser interpretada como sendo fidelidade a Deus. Não permita que os seus bens materiais se tornem mais importantes do que você mesmo. Não seja apegado a eles ao ponto de deixar de amar ao seu semelhante e fazer diligentemente a obra do Senhor. Muitos se acham ainda ocupados com os seus bens materiais e por isso não conseguem fazer a vontade de Deus: “E todos a uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me hajas por escusado; E outro disse: casei e, portanto não posso ir” (Lucas 14.18-20). Este último, nem desculpas pediu. Vivemos dias difíceis, onde o Senhor e sua obra são colocados em segundo plano. Deus tenha misericórdia de nós.