“Então os filisteus lutaram e Israel foi derrotado, cada homem fugiu para a sua tenda. O massacre foi muito grande: Israel perdeu trinta mim homens de infantaria. A arca de Deus foi tomada, e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, morreram” (1 Samuel 4,10,11).

Há muitos momentos de angústia. Uma alma dilacerada pela dor tende a varia de pessoa para pessoa. O sentimento de perda, o término de um relacionamento, principalmente casamento, de muitos anos de satisfatória união, são assuntos que mexem com a vida íntima de cada ser humano, e a reação por parte de cada um tende a ser diversificada. Uns sentem mais do que outro. O dia em que Israel perdeu a batalha para os filisteus e consequentemente teve a arca de Deus levada foi um dia desastroso. Eli o sumo sacerdote e juiz do povo de Israel estava sentado em uma cadeira quando lhe deram a notícia. Ele só caiu para trás e quebrou o pescoço quando lhe afirmaram que a arca do concerto houvera sido levada pelos incircuncisos filisteus. Nem a morte de seus dois filhos e a de trinta mil soldados abalou tanto o sacerdote como o a tomada da arca pelos inimigos de Israel. Foi um dia de choro, foi um dia de perdas, foi um dia de angústia e dor que dilacerou muitos corações. Há notícias que provocam a dor profunda e também a morte. A nora de Eli ao saber que seu esposo e cunhado morreram na batalha entrou em trabalho de parto, deu à luz um filho e morreu ali nas mãos das parteiras. Foi-se a glória de Deus, ou seja ICABÔ, este foi o nome do neto do sacerdote Eli para o resto de sua vida. Estamos vivendo dias de tremendos apertos na alma. Muitos são os fatos que afloram no seio das famílias, os quais, trazem divisão, dissensões e até mesmo suscita o ódio e a vingança, porém, é preciso nessas horas difíceis aprender a lição deixada por Jesus acerca do PERDÃO. Sem o perdão ninguém alcançará o céu. Perdoar é trocar o coração do ofendido com o do ofensor. Isso é difícil, sim é, mas não impossível. Eli não conseguiu ver a restauração da casa de Israel, porque morreu. A morte espiritual ou física não é a solução para quem quer desfrutar da graça de Deus nesta terra. A maior virtude de um homem é SABER PERDOAR. A maior prova de amor que um homem pode externar pelo seu semelhante é o PERDÃO. O perdão não se acha na terra, nem nos livros, nem na ciência, ele precisa ser tirado do coração de Cristo. E quando o homem se chega a Deus ele pode, sem dúvida, ter acesso ao verdadeiro PERDÃO, o verdadeiro amor.