“Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono.” (Jonas 1.5).

O porão jamais será melhor que as acomodações de um convés para a pessoa viajar e fazer excelente travessia a bordo de um navio qualquer, todavia, para o profeta Jonas não tinha na embarcação melhor lugar que o porão, escolhido por ele para a viagem. Esconder-se de Deus, fugindo de sua presença revela a situação decaída do fujão. Sempre que alguém evita Deus e deste se afasta é porque a vida espiritual não está cem por cento e o pecado, se não consumou, está bem perto disso. Para Jonas o porão era como se fosse à primeira classe no convés. Naquele lugar sombrio ele chegou até mesmo a dormir profundo e agradável sono, enquanto a tripulação em peso estava apavorada e com muito medo de naufrágio devido a intensa tempestade e as fortes e altas ondas que açoitavam o flutuante. O porão eu o comparo como sendo o estado em que o homem se encontra. Como quem diz: “o fundo do poço”. Estado lastimável, deprimente, dificultoso e embaraçoso. A região mais baixa da embarcação. O lugar em que o “dormente” escolheu para descansar durante a derrota. E nessa igual travessia meu amigo e irmão em Cristo, que sua situação se assemelha a de Jonas: no porão, em grande apuro, em meio a um grande vendaval espiritual, porém, saiba que Deus te ama e quer te ajudar. Jonas conheceu ainda um lugar mais profundo do que o porão, talvez mais escuro e perigoso: o ventre do grande peixe, que empolgado pela façanha, o levou para o fundo do mar, para agonia e assombro do profeta desobediente. Por que Jonas escolheu o porão? Por que muitos escolhem o lugar mais sombrio quando estão fugindo de Deus? Por que ele resolveu o problema dos marinheiros e da embarcação de maneira tão rápida? Por que ele resolveu se suicidar? Por que Jonas era o problema a bordo? São perguntas como essas que requerem respostas imediatas. Jonas era o grande causador de todos os males. Ele havia desobedecido à ordem do Senhor e por isso todos estavam padecendo. Será que você é a causa de alguma tormenta espiritual em sua própria vida, no seio de sua família, no seu trabalho ou na igreja onde você congrega? Certa vez um homem foi para a beira da praia e clamava: “Senhor, Senhor! Pega os meus problemas e lança-os no mar!” – então Deus lhe disse, depois de muito insistir: “Jogue-se no mar, pois você é o problema em pessoa!”. Às vezes nós somos o próprio problema, mas não admitimos, não enxergamos a solução e nem nos movemos para solucionar os imbróglios de nossa própria vida.