“Mas ele disse: Vós sois ociosos; vós sois ociosos; por isso dizeis: Vamos, sacrifiquemos ao Senhor.” (Êxodo 5.17).

 

Hoje, fiquei impressionada ao ouvir de um especialista na área trabalhista dizer que o maior problema do desemprego, não é a falta de emprego, mas a desistência, porquanto muitos desempregados estão desistindo de procurar o trabalho. Fico feliz em saber que existem empregos no Brasil, não sei se o suficiente para atender a todos que os procuram, porém, eles existem, todavia, as pessoas, segundo o especialista, estão desistindo de batalhar para ter um emprego decente. Faraó chamou os pobres trabalhadores judeus de ociosos. O monarca não dava a eles palha para fazerem tijolos e queria que eles produzissem tijolos em série e como eles não tinham nenhuma condição para tal, então sofria castigos: “Por isso, os oficiais dos filhos de Israel, foram e clamaram a Faraó, dizendo: Por que fazes assim a teus servos? Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo tem a culpa.” (Ex 5.15 e 16). Esses fatos refletem e muito no contexto da vida, principalmente, no espiritual. Há sem dúvida crentes, com certa “rodagem de vida cristã”, dando “coices” em seu seu próprio ministério eclesiástico, ou seja, estão desinteressados por aquilo que gostavam de realizar para Deus, seja a pregação, ensino, louvor, dirigir algum trabalho, tocar na orquestra, ou outro instrumento qualquer, fazer parte do coro, dirigir o círculo de oração, etc. Como pastor isso tudo me deixa deveras preocupado, pois que assim procede está fazendo mal a si mesmo e, consequentemente, contribuindo para que as gerações mais novas já sejam desanimadas e desinteressadas pelas coisas de Deus desde bem cedo. Que exemplo irão ter os filhos vendo seus pais, tios, tias, primos e primas, tão ativos na igreja e de repente largam tudo e ficam assistindo a tudo dos bancos da igreja? Que exemplo deixará os pais para os seus descendentes diretos quando em seus corações não há mais interesse pelas coisas de Deus? O que será do futuro da igreja, se os líderes não querem mais pagar o preço do resto das aflições de Cristo? Como iremos nos apresentar um dia diante do Filho de Deus, no porvir, de mãos vazias? É preciso refletirmos um pouco sobre nossa atividade aqui na terra e, também, sobre o no nosso futuro eterno ao lado de Cristo. Sinto-me entristecido ao ver os possíveis ensinadores e formadores do caráter cristão de braços cruzados no seio da igreja. Imaginem o Senhor Jesus Cristo contemplando você desistindo de tudo!