Presente de Natal!

“E ela deu à luz a seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura… E um anjo do Senhor desceu a onde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles… Não temais; Eis que vos trago boa-nova de grande alegria… É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.7,9,10,11).

Essa data me faz pensar muito em Jesus, pois Ele nos deu tudo… e de nós nada exigiu. Tão somente nos pediu meigamente que nos amassemos uns aos outros, assim fazendo o espírito de natal seria perene, e comemorado dia após dia. Natal é a data em que o mundo cristão comemora o dia do nascimento de Jesus Cristo, a quem cremos e reverenciamos como Salvador e Senhor de nossas vidas. A sua cruz é um marco, um símbolo que nos faz renovar em espírito, cada vez que pensamos no episódio do calvário. As cantatas de natal apresentadas por inúmeros corais nas igrejas cristãs têm sido um alto refúgio e segurança para aqueles que participam. Cada vez que pensamos no sacrifício de Cristo, nos lembramos que estamos sob a sombra da Sua cruz e ai aproveitamos para comemorar com entusiasmo o dia de natal, o nascimento de Cristo que muito comove os corações. Alguns grupos de louvores aproveitam essa data festiva para recitar as mais lindas canções e comemorar com alegria o dia de natal. Porém, outros grupos não comemoram porque entendem se tratar de uma festividade pagã. Se olharmos por esse prisma, e mergulharmos rapidamente no passado, verifica-se que os cristãos da antiguidade não comemoravam no dia 25 de dezembro como sendo o natal, nem tão pouco tomavam parte nas celebrações de ano novo como o fazem o cristãos de hoje. No mês de dezembro, os romanos comemoravam duas grandes festas pagãs: a festa saturnal e a calenda. A primeira em homenagem ao deus Saturno, que começava em 17 de dezembro e a outra, a calenda, que saudava a chegada do ano novo. A Igreja Católica Apostólica Romana, naquela época, exercia uma forte pressão sobre os seus fiéis, proibindo que eles participassem dessas comemorações, porque no entender dos seus líderes, elas eram consideradas costumes pagãos. Todavia, devido enormes pressões de Roma Imperial ao longo dos anos, se adotou essas festas pagãs como parte do seu calendário de comemorações anual. A grande maioria dos evangélicos, e me incluo a eles, não vê o paganismo partindo desse princípio, mas admira o brilhantismo e o significado realista que a festa proporciona a todos os cristãos. Eu, particularmente, vejo tanto o natal como o ano novo, duas datas propícias para se pregar a Cristo nascendo nos corações das criaturas necessitadas e sem paz; e ao mesmo tempo, um momento ideal para abençoá-los, como sacerdote do Senhor aqui na terra, a que venham desfrutar de um ano novo repleto de ricas e maravilhosas bênçãos. A árvore de natal, o presépio, a troca de presentes, os Reis Magos, o Papai Noel e as vigílias de natal, são simplesmente símbolos que servem para dar maior significado ao evento, e num mundo capitalista como o nosso, não são poucas as pessoas que se aproveitam deles para aumentar as vendas natalinas. A história conta que a árvore de natal foi inventada na Alemanha por Martinho Lutero, um ex-padre, também conhecido como o “reformador protestante” do século XVI, que teria enfeitado uma árvore, mais precisamente um pinheiro, com velas para que as crianças vissem como o céu deveria estar na noite do nascimento de Jesus. O presépio, outro símbolo que fascina as pessoas, foi idealizado por um padre, que no povoado de Grécio, na Itália mandou que fosse preparado um presépio vivo, composto de pessoas, palhas, um boi e um burro. Tudo de verdade, a fim de contagiar as pessoas a terem uma noção real de como foram às condições em que o menino Jesus nasceu. Ele foi canonizado como São Francisco de Assis. Já o Papai Noel, segundo os historiadores do assunto, afirmam que se tratava do bispo Nicolau, também canonizado e que viveu em Myra, Turquia, por volta do ano 400, e distribuía doces e brinquedos com as crianças. Esse fato atravessou séculos e até hoje existe o mito do Papai Noel, e as crianças até hoje o associam ao recebimento de  presentes. O presente de natal que quero comunicar e que eu gostaria que todos recebessem nesse dia 25 de dezembro seria muita saúde. Hoje, acredito que não tenha um presente mais importe que este. Que o Senhor Jesus possa nascer no coração de muitas pessoas que não O conhece como Senhor e Filho de Deus. Parabéns a todas as crianças, e a todas as famílias. Que o espírito natalino esteja contagiando deste o pequenino até ao adulto. Não deixem de pensar em Cristo e de como Ele é importante para a nossa saúde espiritual. Jesus é o maior presente de natal, para eu e você. Feliz Natal, são os meus sinceros votos e de minha esposa, filhos, noras e neto. Votos esses, extensivos às digníssimas famílias e a todos os membros de nossa igreja e também de todos os congregados e amigos alcançados por este blog.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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